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EUA acompanham visita de frota russa a Havana que "não representa ameaça"

Os Estados Unidos estão a acompanhar de perto a chegada de uma frota russa ao porto da capital de Cuba, Havana, embora admitam que é uma visita de rotina que "não representa ameaça", adiantou hoje o Departamento de Defesa.

EUA acompanham visita de frota russa a Havana que "não representa ameaça"
Notícias ao Minuto

06:51 - 13/06/24 por Lusa

Mundo EUA

"Temos seguido os planos dos russos. Não é uma surpresa. Já os vimos fazer este tipo de escalas em portos e estas são visitas navais de rotina que assistimos sob diferentes administrações", explicou, em conferência de imprensa, a porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh.

"Monitorizamos sempre constantemente qualquer embarcação estrangeira que opere perto das águas territoriais dos EUA. É claro que levamos isto a sério, mas estas manobras não representam uma ameaça para os Estados Unidos", garantiu Singh.

Questionada sobre a resposta dos EUA às manobras russas, Singh destacou que existem várias frotas da Marinha e da Guarda Costeira, tanto dos Estados Unidos como do Canadá, que realizam "operações de rotina em todo o Atlântico".

Uma frota russa composta por três navios e um submarino nuclear atracou hoje no porto de Havana.

Segundo as agências noticiosas internacionais, a frota não transporta armas nucleares.

Na semana passada, as autoridades cubanas tinham anunciado esta visita, sublinhando que "não representa ameaças".

Por outro lado, o Ministério da Defesa russo informou na terça-feira que alguns navios desta frota realizaram manobras de treino com mísseis de alta precisão nas águas do oceano Atlântico, no âmbito da sua viagem a Cuba.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, e o seu homólogo cubano, Bruno Rodriguez, reuniram-se hoje em Moscovo e segundo a agência TASS, Moscovo agradeceu a posição "objetiva e coerente" de Havana em relação à guerra na Ucrânia.

A ação desta quarta-feira foi caracterizada como uma projeção de força à medida que crescem as tensões devido ao apoio ocidental à Ucrânia e menos de duas semanas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ter autorizado a Ucrânia a utilizar armas que recebeu do país para atacar dentro da Rússia, visando a proteção de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia.

Em resposta, o Presidente russo, Vladimir Putin, já sugeriu que os seus militares poderiam responder com "medidas assimétricas" noutras partes do mundo.

A Rússia é um aliado de longa data da Venezuela e de Cuba, e os seus navios de guerra e aviões têm feito incursões periódicas nas Caraíbas.

Os navios russos têm ocasionalmente atracado em Havana desde 2008, quando um grupo de navios russos entrou em águas cubanas no que os meios de comunicação estatais descreveram como a primeira visita deste tipo em quase duas décadas.

Em 2015, um navio de reconhecimento e comunicação chegou a Havana sem aviso prévio, um dia antes do início das discussões entre autoridades americanas e cubanas sobre a reabertura das relações diplomáticas.

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