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Israel proíbe Espanha de fornecer serviços consulares a palestinianos

O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita ordenou hoje que o consulado espanhol em Jerusalém encerre os seus serviços a palestinianos a partir de 01 de junho, em resposta ao reconhecimento do Estado da Palestina por Madrid.

Israel proíbe Espanha de fornecer serviços consulares a palestinianos
Notícias ao Minuto

10:41 - 27/05/24 por Lusa

Mundo Israel Katz

A partir dessa data, o consulado espanhol em Jerusalém estará "autorizado a prestar serviços consulares apenas aos residentes na circunscrição consular de Jerusalém, e não estará autorizado a (...) realizar serviços consulares para residentes da Autoridade Palestiniana", refere-se num comunicado da diplomacia israelita.

"Hoje implementei medidas punitivas preliminares contra o consulado espanhol em Jerusalém, após o reconhecimento pelo Governo de Espanha de um Estado palestiniano", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, num outro comunicado.

"Não toleramos ataques à soberania e à segurança de Israel", afirmou Katz.

"Qualquer pessoa que ofereça um prémio ao Hamas e tente estabelecer um Estado terrorista palestiniano, não estará em contacto com os palestinianos", acrescentou o ministro israelita.

A Espanha é um dos países europeus que mais criticou Israel pela guerra em Gaza.

Na semana passada, Espanha, Irlanda e Noruega anunciaram a sua decisão de reconhecer o Estado da Palestina a partir de 28 de maio, o que provocou um grande mal-estar em Israel.

No domingo, o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, justificou a decisão do seu Governo de reconhecer o Estado da Palestina ao explicar que se trata de fazer "justiça" ao povo palestiniano, mas também de ser "a melhor garantia de segurança para Israel".

Josep Borrell, responsável pela diplomacia da União Europeia (UE), deu as boas-vindas no domingo ao primeiro-ministro palestiniano, Mohammed Mustafa, em Bruxelas, para discussões internacionais sobre o fortalecimento da Autoridade Palestiniana, liderada pelo Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas.

As discussões centraram-se no futuro da Faixa de Gaza, após mais de sete meses de guerra entre o exército israelita e os movimentos armados palestinianos.

É necessário uma Autoridade Palestiniana forte para trazer a paz ao Oriente Médio, disse Borrell, pouco antes de iniciar a reunião com Mustafa.

No sábado, o Governo de Espanha pediu a Israel que cumprisse a ordem do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), que é parte integrante da ONU, para parar imediatamente os seus bombardeamentos e ataques terrestres à cidade de Rafah, no sul de Gaza.

O TIJ ordenou na sexta-feira que Israel "acabasse imediatamente" com a ofensiva terrestre e aérea a Rafah, após uma queixa ter sido apresentada pela África do Sul, que considera os ataques israelitas à Faixa de Gaza como um "genocídio".

Leia Também: Espanha entregará pacote de armamento sem precedentes à Ucrânia

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