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Chefes da diplomacia dos 27 da UE discutem conflito em Gaza e Ucrânia

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) discutem hoje em Bruxelas o conflito na Faixa de Gaza, os últimos desenvolvimentos na guerra na Ucrânia e a degradação democrática na Venezuela e Geórgia, país aspirante ao bloco comunitário.

Chefes da diplomacia dos 27 da UE discutem conflito em Gaza e Ucrânia
Notícias ao Minuto

06:07 - 27/05/24 por Lusa

Mundo Bruxelas

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, estará na reunião na capital belga, onde será também recebido pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, na sede da Aliança Atlântica.

A guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas em Gaza será um dos temas prioritários do encontro, com os ministros europeus a terem a possibilidade de discutirem a matéria com homólogos de vários países árabes, com o propósito de abordar uma solução de dois Estados (Israel e Palestina).

Os ministros da Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Emirados Árabes Unidos e Qatar, bem como o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, foram convidados a participar no Conselho de Negócios Estrangeiros.

Esta reunião na capital belga acontece um dia antes de Espanha, Irlanda e Noruega (que não integra o bloco europeu) reconhecerem formalmente (e unilateralmente) a Palestina como Estado. Este assunto será abordado durante a reunião, uma vez que uma posição comum da UE só é possível com consenso de todos os países.

No dia em que Madrid, Dublin e Oslo anunciaram que iam reconhecer o Estado Palestiniano, posição que será formalizada na terça-feira, a diplomacia portuguesa afirmou que mantém a vontade de reconhecer a Palestina como Estado, mas que está a tentar obter o maior consenso possível entre os membros da UE.

"É só uma questão de momento", avançou na ocasião à Lusa uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, lembrando ainda que Portugal tem uma posição de mediador na UE para esta questão, estando, por isso, "em consultas com vários Estados para alcançar o maior consenso e trazer o maior número de países para a solução" de dois Estados: Israel e Palestina.

Outro ponto-chave da reunião é a Ucrânia e os desenvolvimentos da ofensiva russa, que se intensificou na região de Kharkiv (nordeste), com o registo de fortes bombardeamentos conduzidos pelas forças russas que têm destruído edifícios residenciais e infraestruturas civis, feito várias dezenas de mortos e feridos e provocado milhares de deslocados.

O assunto será abordado pelos 27 governantes com o homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba.

A Ucrânia, nomeadamente o Presidente Volodymyr Zelensky, tem insistido na urgência de receber mais armamento, incluindo sistemas de defesa aérea, o quanto antes, sob pena de ser incapaz de travar a ofensiva russa.

A reunião de hoje será também de preparação para a cimeira de paz a realizar em Lucerna (centro da Suíça) em 15 e 16 de junho.

No domingo, Zelensky fez um convite público aos homólogos dos Estados Unidos, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, para a participarem na cimeira.

À Lusa, uma fonte europeia destacou a importância desta cimeira e as expectativas que recaem no encontro.

"Podemos esperar um quadro para alcançar a paz", disse.

A situação política na Geórgia, país que tem estatuto de candidato à UE e terá eleições legislativas este ano, e a recente aprovação parlamentar da polémica lei dos agentes estrangeiros, também chamada "lei russa", também será abordada pelos ministros.

A chamada "lei russa", cujo nome se deve à semelhança com uma legislação existente na Rússia para silenciar os opositores, tem gerado uma forte contestação nas ruas do país e um braço-de-ferro entre a Presidente do país, Salome Zurabishvili, e o partido no poder, o Sonho Georgiano.

A situação política na Venezuela e o enclausuramento do regime liderado por Nicolás Maduro também irão merecer a atenção dos ministros.

A reunião antecede a 8.ª Conferência de Bruxelas sobre "Apoiar o futuro da Síria e da região".

Leia Também: Para Borrell, reconhecimento da Palestina não é uma prenda para o Hamas

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