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G7 apela a Israel que "garanta" serviços aos bancos palestinianos

Os ministros das Finanças do G7, reunidos em Itália, apelaram hoje a Israel que "garanta" os serviços bancários aos bancos palestinianos, para evitar o bloqueio de transações vitais na Cisjordânia ocupada.

G7 apela a Israel que "garanta" serviços aos bancos palestinianos
Notícias ao Minuto

13:25 - 25/05/24 por Lusa

Mundo G7

"Apelamos a Israel para que tome as medidas necessárias para garantir que os serviços bancários entre os bancos israelitas e palestinianos continuem a funcionar", sustentam os ministros das Finanças dos países mais ricos do mundo num projeto de comunicado final citado pela agência de notícias AFP.

Este apelo surge depois de Israel ter ameaçado, esta semana, negar aos bancos palestinianos o acesso ao seu próprio sistema bancário, o que causou grande preocupação em Washington.

"Cortar o acesso dos bancos palestinianos aos seus homólogos israelitas criaria uma crise humanitária", declarou na quinta-feira a secretária do Tesouro norte-americana, Janet Yellen, presente em Stresa e que escreveu ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sobre o assunto.

Segundo sublinhou, "estes canais bancários são essenciais para a realização de transações que permitem importações de cerca de 8.000 milhões de dólares de Israel, incluindo eletricidade, água, combustível e alimentos, e facilitam cerca de 2.000 milhões de exportações por ano, das quais depende a subsistência dos palestinianos".

No seu projeto de declaração final, os ministros das Finanças do G7 apelam à continuação das "transações financeiras vitais e do comércio e serviços essenciais".

Pedem ainda a Israel que "pague à Autoridade Palestiniana as receitas aduaneiras retidas, dadas as suas necessidades orçamentais urgentes".

Israel cobra impostos aduaneiros em nome da Autoridade Palestiniana, que supostamente lhe deve depois remeter, ao abrigo dos Acordos de Oslo assinados em 1994.

No entanto, após o ataque de 07 de outubro, Israel deixou de pagar integralmente estas receitas aduaneiras, alegando que se recusava a financiar o movimento islamita palestiniano Hamas, no poder em Gaza desde 2007 e que considera uma "organização terrorista".

Por fim, os ministros do G7 apelaram a Israel para que "retire ou alivie outras medidas que tiveram um impacto negativo no comércio, a fim de evitar agravar ainda mais a situação económica na Cisjordânia".

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