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Manifestantes pró-Palestina suspendem protesto em Filadélfia

Os manifestantes de um acampamento pró-palestiniano numa universidade de Filadélfia, EUA, decidiram hoje suspender os protestos na sequência de uma ameaça da instituição de que iria chamar a polícia para acabar com a concentração.

Manifestantes pró-Palestina suspendem protesto em Filadélfia
Notícias ao Minuto

14:24 - 23/05/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

O presidente da universidade de Drexel, John Fry, anunciou, em comunicado, ter decidido juntar a polícia de Filadélfia à polícia do 'campus' e aos agentes de segurança pública para "limpar o acampamento da forma mais pacífica possível".

Segundo a imprensa local, a polícia avisou os manifestantes de que teriam de sair das instalações da universidade, o que levou os estudantes a abandonarem o protesto.

John Fry garantiu que a universidade está empenhada em proteger o direito dos membros da comunidade de se reunirem pacificamente e expressarem os seus pontos de vista, mas explicou ser sua responsabilidade estabelecer regras para as reuniões no 'campus' que "garantam a segurança e o cumprimento da missão de educar" os alunos.

"Um acampamento não autorizado que implica que um grande número de pessoas não afiliadas a Drexel invadam o nosso 'campus' é ilegal", adiantou o presidente da universidade.

"A linguagem e os gritos provenientes desta manifestação, sublinhados pelas repugnantes 'exigências' dos manifestantes, têm de acabar já", acrescentou.

Os manifestantes reuniram os seus pertences quando dezenas de polícias em bicicleta chegaram às instalações universitárias, cerca das 05:20 locais (10:20 em Lisboa) e, em menos de meia hora, o acampamento, constituído por 35 tendas, foi desmantelado, avançou o jornal Philadelphia Inquirer.

O presidente da universidade de Drexel já tinha tentado acabar com o acampamento de manifestantes pró-Palestina no início desta semana, classificando a contestação à guerra na Faixa de Gaza como "intoleravelmente disruptiva das operações normais da universidade", mas os seus pedidos foram rejeitados.

O grupo estudantil Drexel Palestina garantiu, no entanto, que não há qualquer ação "de ódio ou intimidatória" por parte dos participantes no protesto e acusou a universidade e a polícia da cidade de assédio e intimidação.

Várias universidades norte-americanas começaram, no início de abril, a fazer protestos pró-Palestina, num movimento estudantil apontado por alguns meios de comunicação como o mais importante no país das últimas décadas.

Estudantes e outros grupos sociais têm montando acampamentos nos espaços universitários de todo o país para pressionar os seus dirigentes a cortar relações financeiras com Israel, movimento que tem sido seguido pelos universitários de vários outros países, incluindo Portugal.

A onda de acampamentos pró-palestinianos resultou em mais de 3.000 detenções nos Estados Unidos.

Leia Também: Portugal defende reconhecimento internacional da Palestina na ONU

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