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Famílias de reféns partilham vídeo de rapto para pressionar Netanyahu

As imagens, que poderão ferir as suscetibilidades dos leitores mais sensíveis, já tinham sido partilhadas pela milícia palestiniana.

Famílias de reféns partilham vídeo de rapto para pressionar Netanyahu
Notícias ao Minuto

08:51 - 23/05/24 por Notícias ao Minuto

Mundo Israel/Palestina

As famílias de mulheres reféns do Hamas partilharam imagens gráficas do rapto levado a cabo durante o ataque de 7 de outubro, na quarta-feira, por forma a colocar pressão sob o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para que regresse à mesa de negociações.

As imagens, que poderão ferir as suscetibilidades dos leitores mais sensíveis, já tinham sido partilhadas pela milícia palestiniana, segundo o Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos. A organização obteve-as através das Forças de Defesa de Israel (IDF), que as tinham editado para retirar excertos mais perturbadores, noticiou a CNN.

No vídeo, as mulheres, que estavam na base militar de Nahal Oz ao serviço das IDF, surgem alinhadas junto a uma parede, de mãos atadas. Algumas têm inclusivamente a cara ensanguentada e com hematomas.

O objetivo da associação passava por pressionar o governo israelita a regressar à mesa de negociações, por forma a libertar as mulheres que estavam encarregues da vigilância da Faixa de Gaza junto à fronteira no momento da escalada do conflito.

“O Estado de Israel não pode aceitar uma realidade em que os seus cidadãos sentem constantemente que as suas vidas estão ameaçadas e sofrem de medo e ansiedade implacáveis. A cada dia que passa, torna-se mais difícil trazer os reféns de volta a casa – os vivos para reabilitação e os assassinados para um enterro adequado. O governo israelita não deve perder nem mais um momento; deve voltar hoje à mesa de negociações!”, apelou a entidade.

O primeiro-ministro disse estar “horrorizado” com as imagens, tendo assegurado que Israel “continuará a fazer tudo para [trazer os reféns] para casa”.

“A crueldade dos terroristas do Hamas apenas aumenta a minha determinação de lutar com força até à destruição do Hamas, para garantir que o que vimos esta noite não aconteça nunca mais”, disse.

Já o ministro do Gabinete de Guerra de Israel, Benny Gantz, confessou que quando assistiu ao vídeo pela primeira vez sentiu o seu “estômago revirar”. Ressalvou, contudo, que “a responsabilidade dos líderes não é apenas de encarar a realidade – é criar uma realidade diferente, mesmo quando se tratam de decisões difíceis”.

Saliente-se que uma das mulheres que surgem no vídeo é Ori Megidish, que foi resgatada pelas IDF 23 dias após ter sido raptada. Já Noa Marciano foi morta em cativeiro, tendo o seu corpo sido devolvido a Israel em novembro. Liri Albag, Karina Ariev, Agam Berger, Daniela Gilboa e Naama Levy continuam sob controlo do Hamas.

Mais de 100 reféns foram libertados no âmbito de um acordo de cessar-fogo em novembro, mas as autoridades israelitas acreditam que ainda há cerca 130 pessoas em cativeiro em Gaza.

Entretanto, esta quinta-feira, o Gabinete de Guerra de Israel anunciou que retomará as negociações com o Hamas para o regresso dos reféns retidos em Gaza, depois de, na quarta-feira, o Egito ter ameaçado retirar-se como mediador do conflito devido a acusações de ter feito uma má gestão da última ronda de negociações, que fracassou, segundo o The Times of Israel.

Recorde-se ainda que, no início do mês, o grupo palestiniano apontou que a rejeição de Israel do plano de cessar-fogo apresentando pelos mediadores nas negociações no Cairo fez com que as conversações voltassem “à estaca zero”.

Leia Também: Gabinete de guerra israelita anuncia retoma das negociações com Hamas

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