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Israel acusa países europeus de mostrar que "terrorismo compensa"

Israel criticou hoje duramente o anúncio do reconhecimento do Estado da Palestina por Espanha, Irlanda e Noruega, considerando que se trata de uma mensagem a favor do terrorismo.

Israel acusa países europeus de mostrar que "terrorismo compensa"
Notícias ao Minuto

14:48 - 22/05/24 por Lusa

Mundo Médio Oriente

Os três países querem enviar "uma mensagem aos palestinianos e a todo o mundo: o terrorismo compensa", reagiu o chefe da diplomacia israelita, Israel Katz, citado pela agência francesa AFP.

"Depois de a organização terrorista Hamas ter perpetrado o maior massacre de judeus desde o Holocausto, depois de ter cometido os crimes sexuais mais horríveis que o mundo alguma vez conheceu, estes países optaram por recompensar o Hamas (...) e reconhecer um Estado palestiniano", afirmou.

O Estado de Israel considera o grupo extremista palestiniano Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007, como uma organização terrorista.

Katz referia-se ao ataque realizado pelo Hamas em Israel em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, de acordo com as autoridades de Israel.

O Governo israelita, liderado por Benjamin Netanyahu, prometeu aniquilar o Hamas e lançou uma ofensiva militar contra Gaza que provocou mais de 35.700 mortos em mais de sete meses, segundo as autoridades do enclave palestiniano.

Os governos de Espanha, Irlanda e Noruega anunciaram hoje que vão oficializar o reconhecimento do Estado da Palestina na próxima terça-feira, 28 de maio.

O anúncio foi saudado pelos dirigentes palestinianos e criticado pelo Governo israelita, que chamou os seus embaixadores nos três países e convocou os homólogos em Jerusalém.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita disse que os embaixadores europeus iriam assistir a um vídeo do ataque do Hamas de 07 de outubro, segundo a agência norte-americana AP.

"A História recordará que a Espanha, a Noruega e a Irlanda decidiram atribuir uma medalha de ouro aos assassinos e violadores do Hamas", afirmou Katz.

Também em resposta aos anúncios feitos na Europa, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, de extrema-direita, fez uma visita provocatória ao complexo da mesquita de Al-Aqsa.

A chamada Esplanada das Mesquitas é uma zona sagrada de Jerusalém para muçulmanos e judeus, que o designam por Monte do Templo, e visitas do género causaram no passado tensões na região.

"Não permitiremos qualquer proposta que inclua sequer a declaração de um Estado palestiniano", afirmou Ben Gvir num vídeo gravado na Esplanada das Mesquitas que divulgou nas redes sociais.

O Estado da Palestina já foi reconhecido unilateralmente por 137 dos 193 países-membros das Nações Unidas, de acordo com a Autoridade Nacional Palestiniana.

Leia Também: Palestina? Liga Árabe saúda países que estão "no lado certo da História"

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