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Empresários confessam ter vendido gel falso a hospitais durante pandemia

Os homens, naturais da Galiza, viram as suas penas reduzidas de 9 para 2 anos. Montaram um laboratório clandestino numa antiga exploração de frangos e distribuíram o produto em farmácias, lojas e bares.

Empresários confessam ter vendido gel falso a hospitais durante pandemia
Notícias ao Minuto

09:02 - 22/05/24 por Notícias ao Minuto

Mundo Covid-19

As fraudes com material de saúde multiplicaram-se durante a pandemia de Covid-19. Em Espanha, um dos casos mais marcantes foi detetado na província da Corunha quando, em 2020, a Guardia Civil descobriu um laboratório numa antiga quinta de frangos onde eram fabricados milhares de litros de um produto vendido nos hospitais como gel hidroalcoólico, mas que na realidade estava adulterado com aguardente.

Os autores da fraude foram são dois homens da localidade de Boiro, na Galiza, julgados no Tribunal da Corunha.

Segundo o El País, através de dois distribuidores oficiais, estes empresários conseguiram colocar o gel falso em hospitais e centros de saúde de toda a Espanha durante o mês de abril de 2020, o pior momento da pandemia, aproveitando a necessidade urgente do produto.

A audiência que se devia ter realizado esta terça-feira não teve lugar porque José Antonio S. e Juan S. aceitaram um acordo com o Ministério Público, que pediu uma pena de quase nove anos de prisão para cada um deles por um crime continuado de fraude e outro de fabrico, armazenamento e comercialização de dispositivos médicos com um risco potencial para a saúde humana.

O acordo vantajoso, que implica uma confissão dos factos, evitará que os dois autores da fraude sejam presos, mediante o pagamento de uma multa de 17.520 euros cada um e na condição de não reincidirem nos próximos dois anos. O julgamento foi encerrado com uma pena de dois anos e três meses pelos crimes de fraude continuada e outro contra a saúde pública.

Os acusados reconheceram que ambos utilizaram a empresa comercial Quimicalsa para enriquecerem, enquanto milhares de pessoas morriam diariamente em Espanha e havia falta de produtos desinfetantes no mercado. Aceitaram o relato dos factos feito pelo procurador na sua acusação, que remonta aos meses do confinamento, quando os acusados, "conhecendo a escassez e a procura do produto, aceitaram tirar partido desta situação".

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