Meteorologia

  • 31 MAIO 2024
Tempo
35º
MIN 18º MÁX 35º

PE assinala 20.º aniversário da adesão conjunta de 10 países

O Parlamento Europeu assinalou hoje em Estrasburgo o 20º aniversário do maior alargamento da história da União Europeia (UE), numa cerimónia com dignitários dos 10 países que aderiram ao bloco a 01 de maio de 2004.

PE assinala 20.º aniversário da adesão conjunta de 10 países
Notícias ao Minuto

12:13 - 24/04/24 por Lusa

Mundo UE/Alargamento

A assembleia, reunida em plenário pela última vez na atual legislatura, antes das eleições de junho, comemorou com uma semana de antecedência os 20 anos sobre a adesão simultânea à UE de Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa, com a participação, entre outros, dos presidentes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu à data do alargamento de 2004, respetivamente o italiano Romano Prodi e o irlandês Pat Cox.

Discursando no hemiciclo, a presidente do Parlamento, Roberta Metsola, lembrou que ela própria, enquanto maltesa, conta-se entre os milhões de europeus que há 20 anos celebraram o sonho de passar a fazer parte da União Europeia.

"Como centenas de pessoas neste hemiciclo e milhões de europeus por todo o continente, nunca esquecerei onde estava na noite entre 30 de abril e 01 de maio de 2004. Há 20 anos estava em La Valletta, juntamente com milhares de pessoas, na contagem decrescente até que Malta, juntamente com os outros, se juntava à UE", contou.

Metsola comentou que, "para milhões", essa adesão representou "um espírito renovado, uma razão de ser, segurança, oportunidade e prosperidade".

"Antes tínhamos um continente dividido, mas tornou-se unido, do norte ao sul, do leste ao oeste, dos Balcãs ao Mediterrâneo. Agora, uma geração depois, os povos dos países dos Balcãs, da Ucrânia, Moldova e Geórgia também olham para a Europa com o mesmo sentimento de esperança e crença", declarou.

por seu lado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, realçou o que o alargamento de 2004 representou quer para os 10 países abrangidos, quer para a própria União, considerando que todos ficaram a ganhar e que hoje se pode dizer que "a promessa de liberdade e estabilidade, paz e prosperidade foi cumprida"

"Os nossos concidadãos europeus dos então novos Estados-Membros viram os seus países transformarem-se. As vossas economias floresceram. A vossa produção agrícola triplicou. As vossas taxas de desemprego foram reduzidas para metade. O poder da Europa, juntamente com o vosso engenho, trouxe um verdadeiro milagre económico a todos os vossos países. De muitas formas diferentes, a Europa tornou-vos mais fortes", começou por apontar.

Por outro lado, prosseguiu, a adesão dos 10 países também tornou "a Europa muito mais forte", pois "os cidadãos e as empresas de toda a Europa beneficiaram de novas oportunidades para estudar e trabalhar, exportar e investir numa União mais alargada".

"Deram-nos força para responder aos desafios geopolíticos que todos enfrentamos, desde o apoio resoluto dos nossos membros de leste à Ucrânia até à liderança de Chipre na abertura de um corredor marítimo para a ajuda a Gaza. Graças a vós, a voz da Europa na cena mundial é muito mais forte", disse.

Na cerimónia participaram também 10 jovens nascidos nos 10 'novos' Estados-membros em maio de 2004, que tiveram oportunidade de colocar questões a antigos responsáveis políticos dos respetivos países e dar conta do que representa para si serem cidadãos comunitários.

O grande alargamento de 2004 seria seguido ainda da adesão de Roménia e Bulgária, em 2007, e da Croácia, em 2013, que na altura ampliava o número de Estados-membros da UE para 28, mas desde então não só o bloco comunitário fechou as portas a novas entradas, como ainda perdeu o Reino Unido, que abandonou a União em 2020.

No entanto, nos últimos anos, e sobretudo desde o início da agressão militar russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, o processo de alargamento conheceu uma nova dinâmica e atualmente são nove os países com estatuto oficial de «candidatos»: Albânia, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Macedónia do Norte, Montenegro, Moldova, Sérvia, Turquia e Ucrânia.

Leia Também: "Sanções não dissuadem". Borrell defende via diplomática no Médio Oriente

Recomendados para si

;
Campo obrigatório