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Forças de Kyiv podem sofrer novos "revezes" até chegada de ajuda dos EUA

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) avisa que a chegada da nova ajuda militar norte-americana à Ucrânia demorará semanas e que as forças de Kiev deverão continuar a sofrer revezes, sobretudo se a Rússia intensificar a ofensiva.

Forças de Kyiv podem sofrer novos "revezes" até chegada de ajuda dos EUA
Notícias ao Minuto

13:08 - 21/04/24 por Lusa

Mundo Ucrânia

Após semanas de tensas negociações, a Câmara dos Representantes aprovou no sábado um expressivo pacote de assistência militar e financeira à Ucrânia no valor de 61 mil milhões de dólares (57 mil milhões de euros), mas o ISW, um 'think tank' com sede em Washington, adverte que as forças ucranianas poderão sofrer "revezes adicionais" e serem obrigadas a gerir a sua escassez de armas e munições até serem reforçadas e equipadas com o novo apoio norte-americano, que terá de ser ainda submetido ao Senado e validado pelo Presidente Joe Biden.

Estes requisitos e a logística de transporte de material dos Estados Unidos para a linha da frente "significarão provavelmente que a nova assistência não começará a afetar a situação" das forças de Kiev nas próximas semanas, avisa o ISW no seu relatório diário de hoje sobre a guerra na Ucrânia.

"A situação na linha da frente irá, portanto, provavelmente continuar a deteriorar-se nesse período, especialmente se as forças russas aumentarem os seus ataques para tirar partido da janela limitada antes da chegada de nova ajuda dos Estados Unidos", segundo o documento.

O ISW admite, porém, que a Ucrânia será capaz de atenuar a atual ofensiva russa, "assumindo que a assistência retomada dos Estados chegue prontamente", e que nesta fase "o comando ucraniano possa ter mais liberdade para assumir riscos a curto prazo", uma vez que sabe que mais material chegará em breve.

Nas últimas semanas, a Ucrânia tem sofrido intensas campanhas de bombardeamentos das forças de Moscovo contra as suas principais cidades e infraestruturas energéticas, provocando vítimas civis.

Há vários meses que as autoridades de Kiev reclamam mais armamento e munições para conter os raides aéreos da Rússia e as progressões dos seus militares nas frentes de combate no leste do país.

O Pentágono já disse que agiria rapidamente para enviar a ajuda para a Ucrânia se fosse aprovada pelo Congresso.

"Estamos preparados para responder rapidamente com um pacote de assistência", que provavelmente incluiria "defesa aérea e capacidades de artilharia", segundo o porta-voz do Pentágono, Pat Ryder.

O ISW também destaca que as autoridades dos Estados Unidos declararam que serão capazes de enviar "quase imediatamente" certas munições para a Ucrânia a partir de instalações de armazenamento na Europa, especialmente projéteis de artilharia de 155 mm e mísseis de defesa aérea extremamente necessários, mas outro tipo de ajuda poderá levar várias semanas.

"A Ucrânia melhorou sistematicamente as suas operações logísticas militares nos últimos meses, mas este novo sistema ainda não acomodou um súbito e grande afluxo de material, e nenhum sistema seria capaz de distribuir imediatamente grandes quantidades de material por toda a linha da frente", alerta o ISW.

Nesse sentido, o relatório de hoje prevê que as tropas de Kiev continuem a enfrentar escassez contínua de munições de artilharia e de intercetores de defesa aérea nas próximas semanas, o que permite que "as forças mecanizadas russas obtenham ganhos táticos marginais" e que a aviação de Moscovo "degrade fortemente as defesas ucranianas", sobretudo se aproveitarem este período para obter ganhos mais significativos.

"O ISW continua a avaliar que a escassez de materiais está a forçar a Ucrânia a conservar munições e a dar prioridade a recursos limitados para setores críticos da frente, aumentando o risco de um avanço russo noutros setores menos bem abastecidos e tornando a linha da frente global mais frágil do que a atual taxa de avanços russos, relativamente lenta, sugere", assinala o 'think tank'.

Leia Também: Ajuda dos EUA a Kyiv sem impacto "no campo de batalha", diz Moscovo

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