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Rússia evita ataque ucraniano a navio da Frota do Mar Negro na Crimeia

A Rússia reivindicou hoje ter repelido um ataque ucraniano a um navio da Frota do Mar Negro no porto de Sebastopol, na península anexada da Crimeia.

Rússia evita ataque ucraniano a navio da Frota do Mar Negro na Crimeia
Notícias ao Minuto

10:23 - 21/04/24 por Lusa

Mundo Ucrânia

O ataque, alegadamente efetuado com mísseis antinavios, ocorreu hoje de manhã na parte norte da base da frota russa, disse o governador de Sevastopol, Mikhail Razvozhaev.

"Um pequeno incêndio deflagrou e foi rapidamente extinto", acrescentou Razvozhaev nas redes sociais, segundo a agência espanhola EFE.

O governador de Sebastopol não identificou o navio atacado.

Na sequência do ataque, o trânsito na ponte da Crimeia, a única ligação entre a península e a Rússia continental, foi temporariamente suspenso.

Testemunhas relataram a passagem de vários carros de bombeiros na direção da baía.

Com mísseis e 'drones' navais e aéreos de fabrico próprio, a Ucrânia conseguiu, desde o início da guerra, destruir um terço dos navios da Frota do Mar Negro que lhe causaram tantos danos nos primeiros meses de hostilidades.

Em fevereiro, Kiev destruiu o navio de desembarque "Caesar Kunikov" e a corveta de transporte de mísseis "Ivanovets" ao largo da costa da Crimeia e, no início de março, afundou também a corveta "Sergey Kotov".

O comandante-em-chefe da Marinha russa e o chefe da Frota do Mar Negro foram demitidos em consequência do êxito dos ataques ucranianos.

A Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia em 2014, e Sebastopol é a base da Frota do Mar Negro.

Depois de ter invadido a Ucrânia novamente em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando a guerra em curso, a Rússia anexou mais quatro regiões ucranianas: Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia.

A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões anexadas.

Kiev exige mesmo a retirada das tropas russas de toda a Ucrânia, incluindo a Crimeia, como pré-condição para eventuais negociações de paz.

Em resposta, Moscovo tem afirmado que as autoridades ucranianas têm de se adaptar à nova realidade.

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