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Professor acusado de incentivar alunos a espancar menino de sete anos 

A vítima, um menino com deficiência, denunciou à mãe ter sido abusado e assediado na escola, semanas após o início do ano letivo.

Professor acusado de incentivar alunos a espancar menino de sete anos 
Notícias ao Minuto

15:29 - 19/04/24 por Notícias ao Minuto

Mundo EUA

Um antigo professor da cidade de Marion, no estado norte-americano do Indiana, foi acusado de ter incentivado os seus alunos a agredir um menino de sete anos com deficiência. Segundo a NBC News, que cita documentos judiciais, o homem terá ainda gravado uma das agressões.

O caso aconteceu na George Washington Carver Montessori IPS School 87, em Indianapólis, onde um aluno do segundo ano começou a ser alegadamente agredido por colegas durante as aulas. As agressões tiveram início semanas após o começo do ano letivo de 2023/24 e o menino, identificado como ‘O.D.’, denunciou à mãe ter sido abusado e assediado na escola.  

A queixa foi apresentada num tribunal do Indiana, na terça-feira, pela mãe da vítima. Além do professor da criança, identificado como Julious Johnican, foram também visadas a diretora das escolas públicas do Indiana, Aleesia Johson, e a diretora da George Washington Carver Montessori IPS School 87, Mary Kapcoe.

Segundo os documentos judiciais, Johnican organizou "um tipo de disciplina repreensível do 'clube da luta' na sua sala de aula durante um período de três meses, no qual ele encorajou, instigou e, em pelo menos uma ocasião, gravou no seu telefone o abuso físico de O.D. por outros alunos".

"Neste cenário horrível, Johnican não só permitiu, como incitou e facilitou a participação de outros alunos em atos de violência contra O.D., de sete anos, que incluíram pelo menos três espancamentos e várias formas de danos físicos e de intimidação, quer para seu próprio divertimento, quer como medida disciplinar profundamente perturbada", refere ainda o processo, citado pela NBC News.

A advogada da família da vítima, Catherine Michael, considerou que o professor usava as lutas como "técnica disciplinar", na qual "permitia" que uma criança "agredisse" a outra. 

A Polícia Metropolitana de Indianapólis anunciou que foi aberta uma investigação a pedido do procurado do condado, após o processo ter entrado em tribunal. Já o agrupamento escolar garantiu que tomou medidas assim que teve conhecimento das acusações.

"O IPS não tolera o tipo de comportamento alegado na queixa e leva a sério as denúncias de possíveis abusos e negligências", afirmou o agrupamento em comunicado, que acrescenta que o professor foi inicialmente suspenso, tendo depois acabado por se demitir. 

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