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Vários países pedem a desescalada do confito no Médio Oriente

Vários países, entre os quais a França, Reino Unido e a Itália, pediram hoje a desescalada do conflito e contenção a Israel e ao Irão, após informações divulgadas sobre um alegado ataque israelita contra o território iraniano.

Vários países pedem a desescalada do confito no Médio Oriente
Notícias ao Minuto

09:16 - 19/04/24 por Lusa

Mundo Israel

"A posição da França é apelar a todos os parceiros da região ao desanuviamento e à contenção", declarou o ministro francês para a Europa, Jean-Noël Barrot, à Rádio Sud, após informações sobre o suposto ataque israelita contra o Irão.

"É sem dúvida um pouco cedo para poder comentar o que aconteceu na noite de ontem [quinta-feira]", acrescentou Barrot, sublinhando que o Presidente francês, Emmanuel Macron, falará "no devido tempo".

O chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, que preside uma reunião dos seus homólogos do G7 em Capri, apelou também hoje ao controlo da situação.

"Pedimos a todos que sejam cautelosos e evitem a escalada. O G7 quer uma desescalada absoluta numa região dominada por graves tensões", declarou o ministro italiano na televisão pública RAI.

"Como Governo, reconhecemos muito claramente que Israel tem o direito de se defender. Na verdade, juntámo-nos a outros para fazer exatamente isso quando o Irão realizou um ataque muito significativo contra Israel no fim de semana passado", declarou ministra do Trabalho e Pensões britânica, Mel Stride, à rádio Times.

"No entanto, ao mesmo tempo, instamos os nossos aliados israelitas e outros na região a trabalharem arduamente na contenção do conflito, acrescentou Stride.

"Essa é a mensagem importante que temos por enquanto, mas obviamente temos que esperar e ver como os eventos se desenrolam e o que exatamente aconteceu", referiu a responsável britânica.

"A China tomou conhecimento destas notícias da imprensa. Opõe-se a qualquer ação que possa levar a uma escalada de tensões", disse Lin Jian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, numa conferência de imprensa.

O sultanato de Omã "condena o ataque israelita a Isfahan, na República Islâmica do Irão, bem como a repetida agressão militar de Israel na região", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã num comunicado de imprensa publicado na rede social X.

De acordo com a cadeia de televisão norte-americana ABC News, que citou um responsável dos Estados Unidos, Israel lançou um ataque contra o Irão, ao mesmo tempo que a TV oficial iraniana dava conta de informações sobre "fortes explosões" na província de Isfahan (centro).

O Irão ativou a defesa aérea em várias províncias, na sequência de informações sobre pelo menos uma explosão no centro do país, avançou a agência de notícias estatal iraniana IRNA.

Posteriormente, as autoridades militares iranianas indicaram hoje que os sistemas de defesa do país "dispararam contra objetos suspeitos" que não causaram danos, no meio de especulações sobre um possível ataque de mísseis israelitas.

Leia Também: AO MINUTO: Israel sem reivindicar ataque; Irão não tenciona retaliar já

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