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França chama "para consultas" a sua embaixadora no Azerbaijão

França chamou "para consultas" a sua embaixadora no Azerbaijão, "devido à adoção nos últimos meses pelo Azerbaijão de ações unilaterais danosas para a relação" dos dois países, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês num comunicado.

França chama "para consultas" a sua embaixadora no Azerbaijão
Notícias ao Minuto

21:28 - 16/04/24 por Lusa

Mundo Azerbaijão

"O Presidente da República recebeu hoje a nossa embaixadora a propósito deste assunto. Ele lamentou as ações do Azerbaijão e expressou o desejo de um esclarecimento pela parte azeri das suas intenções", lê-se no comunicado, citado pela agência de notícias francesa AFP.

Paris solicitou já várias vezes a libertação de um cidadão francês, o empresário Martin Ryan, acusado de espionagem, detido desde dezembro do ano passado no Azerbaijão e cujo julgamento deveria ter começado a 04 de abril em Baku.

Em vez disso, "a data [do início do julgamento] foi adiada" e as investigações, prolongadas, segundo o advogado azeri do empresário, Nizami Aliyev, o que levou ao prolongamento da prisão preventiva de Ryan no Azerbaijão, uma situação que as autoridades francesas lamentaram, rejeitando mais uma vez as acusações de espionagem.

"Reiteramos categoricamente o nosso repúdio das acusações apresentadas pelo Azerbaijão para justificar os seus atos hostis em relação ao nosso país", reagiu então o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

O Quai d'Orsay (sede do MNE francês) recordou que França está mobilizada para obter a libertação do seu compatriota, "detido de forma arbitrária no Azerbaijão desde 04 de dezembro de 2023".

"A nossa embaixada pôde visitá-lo três vezes (...) e pretende continuar a fazê-lo", acrescentou.

Três semanas após a detenção de Ryan, Baku anunciou a expulsão de dois diplomatas franceses, levando Paris a comunicar no dia seguinte uma medida recíproca idêntica, um ponto alto de tensão nas relações bilaterais.

As relações entre os dois países deterioraram-se nos últimos meses, acusando o Presidente azeri, Ilham Aliev, França de apoiar a Arménia no conflito territorial entre Erevan e Baku sobre o enclave de Nagorno-Karabakh.

Há 30 anos que a Arménia e o Azerbaijão, duas antigas repúblicas soviéticas, estão envolvidos numa disputa territorial da região de Nagorno-Karabakh. Em setembro passado, Baku lançou uma ofensiva "relâmpago" na região, o que levou à capitulação dos separatistas arménios.

Desde então, quase toda a população arménia da região - mais de 100.000 de um total de 120.000 pessoas - fugiu para a Arménia.

Os dois países vizinhos já se tinham defrontado em duas guerras pelo controlo do enclave, e os respetivos Governos anunciaram recentemente o desejo de normalizar as relações.

França, que acolhe uma grande diáspora arménia, declarou-se disposta a participar nos esforços de mediação, demonstrando simultaneamente o seu apoio inabalável à Arménia.

Leia Também: Arménia acusa Baku de completar "limpeza étnica" em Nagorno-Karabakh

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