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Telavive rejeita missão que levaria 20 mil litros de combustível a Gaza

As autoridades israelitas negaram hoje duas missões humanitárias da ONU ao norte de Gaza, incluindo uma que levaria 20 mil litros de combustível para alimentar geradores de energia do hospital Al-Ahli, denunciou o porta-voz das Nações Unidas.

Telavive rejeita missão que levaria 20 mil litros de combustível a Gaza
Notícias ao Minuto

22:52 - 12/04/24 por Lusa

Mundo Israel

De acordo com Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, estavam planeadas para hoje duas missões humanitárias ao norte de Gaza, mas ambas tiveram o acesso negado pelas autoridades israelitas.

"Uma das missões pretendia entregar 20 mil litros de combustível para alimentar geradores de energia de reserva no hospital Al-Ahli, onde o pessoal médico ainda trabalha para prestar cuidados de saúde essenciais, apesar de não ter eletricidade", sublinhou Dujarric.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), mais de 40% das missões de ajuda ao norte do enclave palestiniano foram negadas ou impedidas na semana passada, inclusive devido a hostilidades nas proximidades.

As missões humanitárias planeadas para áreas a sul de Wadi Gaza também tiveram o acesso negado.

"Apenas uma missão que exigiu coordenação foi hoje facilitada pelas autoridades israelitas, e essa missão prestou apoio sanitário a civis em Khan Younis", indicou ainda o porta-voz.

"Nunca é demais sublinhar isto: a obrigação da Potência Ocupante de facilitar a ajuda não termina quando os produtos são deixados na fronteira", reforçou nas redes sociais o Escritório da ONU para Assuntos Humanitários no Território Palestiniano Ocupado. 

A guerra na Faixa de Gaza foi iniciada em 07 de outubro com um ataque terrorista sem precedentes do grupo islamita palestiniano em solo israelita, onde matou quase 1.200 pessoas e levou outras 240 como reféns.

Desde então, Israel encetou uma retaliação em grande escala no enclave controlado pelo Hamas, provocando a morte de mais de 33 mil pessoas, na maioria civis, e mergulhando o território numa grave crise humanitária, além de ter aumentado a tensão militar em toda a Palestina e na região do Médio Oriente.

Leia Também: Ataque israelita com míssil faz pelo menos 28 mortos em Gaza

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