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Oposição pede a Portugal que pressione para eleições livres na Venezuela

A oposição venezuelana pediu hoje a Portugal e aos países participantes da Conferência Internacional sobre o Processo Político da Venezuela que exerçam pressões diplomáticas para conseguir eleições livres e justas no país.

Oposição pede a Portugal que pressione para eleições livres na Venezuela
Notícias ao Minuto

23:56 - 03/04/24 por Lusa

Mundo Venezuela

"Consideramos indispensável extremar todos os meios diplomáticos para garantir o pleno cumprimento do Acordo de Barbados [assinado pelo Governo e a oposição em outubro de 2023], que estabelece as condições para a realização de eleições livres e justas", explica um documento divulgado em Caracas.

O documento, assinado pela líder opositora Maria Corina Machado, explica que a facilitação da Noruega, "é fundamental para a paz e a convivência entre os venezuelanos" e "um exercício necessário para a recuperação da ordem constitucional".

Segundo a opositora o pedido foi feito à Argentina, Barbados, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, França, Alemanha, Honduras, Itália, México, Noruega, Portugal, Espanha, São Vicente e Granadinas, África do Sul, Reino Unido, os EUA e o Alto Representante da União Europeia (UE).

Entre as "violações flagrantes do acordo", denuncia que "a Sala Político Administrativa do Supremo Tribunal de Justiça emitiu uma sentença penal, sem estar facultada para tal, ratificando" a sua "ilegal desqualificação para exercer cargos públicos".

"Continuam a impedir-me de apanhar voos, dentro da Venezuela e para sair do país (...) muitos dos que me apoiam estão a ser alvo de retaliações", denuncia a opositora precisando que "as estações de rádio e televisão estão a ser ameaçadas para que não a entrevistem".

Também que pelo menos oito dos seus colaboradores "foram objeto de desaparecimentos forçados e privados do acesso à justiça, bem como as suas famílias".

"Seis deles continuam em cativeiro (Henry Alviarez, Dignora Hernández, Juan Freites, Luis Camacaro, Emil Brandt e Guillermo López). Cinco dos meus principais colaboradores, perseguidos, refugiaram-se na Embaixada da Argentina em Caracas (Magallí Meda, Omar González, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero e Humberto Villalobos) e um destacado venezuelano, participante nos processos de negociação (Fernando Martínez Mottola)", explica.

A opositora lembra que foi recentemente suspenso o serviço elétrico àquela Embaixada e que Nicolás Maduro classificou o seu partido, Vente Venezuela, de "organização terrorista".

"Para nos acusar, forjaram provas e obrigaram alguns detidos a acusar os seus próprios camaradas de falsas conspirações armadas", sublinha.

A opositora explica que a sua substituta, Corina Yoris, foi também impedida de candidatar-se e que as suas equipas "correm o risco de novos desaparecimentos forçados" e que inclusive ela própria pode ser alvo de "uma detenção injustificada".

Maria Corina acusa ainda o regime de "impor um calendário eleitoral manipulado com o objetivo de garantir uma vantagem ilegal e inaceitável".

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