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Ucrânia. Antecessor de Zelensky na presidência admite recandidatar-se

O ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko admitiu hoje candidatar-se à presidência quando for possível realizar eleições, que foram suspensas devido ao estado de guerra na Ucrânia desde a invasão russa de 2022.

Ucrânia. Antecessor de Zelensky na presidência admite recandidatar-se
Notícias ao Minuto

18:24 - 03/04/24 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

Poroshenko disse que as suas aspirações presidenciais estão, de qualquer forma, condicionadas à vitória da Ucrânia sobre a Rússia.

"Esta guerra é maior do que a Ucrânia, tem a ver com a ordem mundial, a liberdade e a democracia", afirmou durante uma entrevista ao canal Al-Jazeera, do Qatar.

"Estamos aqui a lutar e a salvar o mundo", disse Poroshenko, segundo a agência espanhola Europa Press.

A Ucrânia deveria ter realizado eleições presidenciais no domingo, 31 de março, mas o contexto de lei marcial impossibilitou a organização da votação.

O mandato do atual Presidente, Volodymyr Zelensky, termina em maio, mas a Constituição permite que se mantenha temporariamente no cargo devido ao estado de guerra.

Poroshenko ascendeu à liderança do país em 2014, após os protestos conhecidos como Euromaidan, que levaram à queda do então Presidente, Viktor Yanukovich, depois de ter rejeitado um acordo com a União Europeia (UE) em favor da Rússia.

A crise de 2014 resultou na invasão e anexação da Península da Crimeia pela Rússia e numa guerra secessionista no leste da Ucrânia com apoio russo.

Desde que perdeu as eleições para Zelensky, em 2019, Poroshenko, um empresário bilionário de 58 anos, tornou-se presidente do Solidariedade Europeia, o principal partido da oposição que não foi proibido pelas autoridades.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando uma guerra ainda em curso e cujo balanço de vítimas está por contabilizar.

Em setembro de 2022, a Rússia juntou à Crimeia as regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia.

A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões ucranianas.

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