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Palestina quer que Liga Árabe seja firme nos atos

O representante palestiniano na Liga Árabe afirmou hoje que vai pedir na reunião ministerial do organismo, agendada para quarta-feira no Cairo, que a organização pan-árabe seja firme para pôr fim às "agressões" israelitas na Faixa de Gaza.

Palestina quer que Liga Árabe seja firme nos atos
Notícias ao Minuto

14:23 - 05/03/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

"Vamos apelar aos países árabes para que tomem medidas práticas para acabar com o genocídio, com a deslocação forçada iminente e com a fome com que Israel quer matar o povo palestiniano", disse o representante da Autoridade Palestiniana (AP) na Liga Árabe, Mohanad al-Akluok, numa conferência de imprensa no Cairo.

Al-Akluok lamentou que a posição do organismo composto por 22 membros, que inclui a Palestina, "tenha sido, até agora, e durante décadas, verbal e mediática, e não tenha atingido o nível de influência e ação".

"Vamos dizer-lhes francamente que a linguagem que a Liga Árabe utilizou nas últimas décadas não alimentou, não aliviou a fome, não parou a ocupação israelita e não parou o regime de 'apartheid', e hoje não para o genocídio e a fome de meio milhão de palestinianos no norte de Gaza", sublinhou al-Akluok.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Árabe vão analisar, entre outros temas, a deterioração da situação na Faixa de Gaza, alvo de intensos bombardeamentos e de um cerco por parte de Israel.

A reunião coincide com as negociações que as delegações do Egito, Qatar, Estados Unidos e Hamas têm vindo a realizar desde domingo no Cairo, numa tentativa de chegar a um acordo entre o grupo islamita palestiniano e Israel sobre um cessar-fogo em Gaza.

Hoje, fontes palestinianas e egípcias próximas das conversações no Cairo indicaram à agência noticiosa espanhola EFE que o Hamas e Israel tinham alcançado um acordo sobre os "pontos básicos" para uma trégua de 40 dias.

Até ao momento, segundo a EFE, as partes chegaram a um acordo em que a trégua dura 40 dias, um período em que 40 reféns israelitas, incluindo mulheres, crianças e homens com mais de 60 anos, são libertados em troca de 404 prisioneiros palestinianos que se encontram nas prisões israelitas.

As fontes palestinianas e egípcias pediram para não serem identificadas, uma vez que as negociações ainda estão em curso na capital egípcia.

No âmbito deste acordo-quadro, foi igualmente acertado que Israel se retira, numa primeira fase, dos centros urbanos de toda a Faixa de Gaza permitindo que as pessoas deslocadas na cidade palestiniana de Rafah, no extremo sul do enclave e na fronteira com o Egito, regressem às regiões norte e central do enclave.

As mesmas fontes indicam que nestes pontos básicos acordados está também a entrada na Faixa de Gaza de pelo menos 500 camiões de ajuda humanitária por dia.

Segundo as fontes, "Israel recusa-se a estabelecer um compromisso sobre uma eventual invasão de Rafah".

A EFE acrescenta que é esperado um acordo que entre em vigor na próxima sexta-feira, 08 de março, pouco antes do início do Ramadão (mês sagrado do Islão).

Citando as mesmas fontes, a EFE refere que apesar do acordo sobre estes "pontos básicos", existem outros aspetos divergentes que impedem o anúncio das tréguas.

Um dos pontos de discórdia continua a ser as listas de nomes, "uma vez que o Hamas não pode fornecer todas as identidades dos prisioneiros", pois há outros grupos armados que também mantêm reféns em Gaza.

Uma delas é a fação da Jihad Islâmica Palestiniana que o Egito convidou a deslocar-se ao Cairo para estas negociações que decorrem há dois dias. Até ao momento este grupo não enviou qualquer delegação, refere a agência de notícias espanhola.

Israel também não enviou uma delegação ao Cairo porque, segundo o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, só o fará se o Hamas divulgar a lista dos reféns ainda vivos desde o rapto, a 07 de outubro do ano passado, quando fez mais de 250 prisioneiros.

O Hamas estima em 70 o número de reféns mortos "pelos bombardeamentos israelitas", embora Israel só tenha confirmado a morte de cerca de 30 dos 130 que ainda se encontram no enclave.

Leia Também: Hamas nega acusações da ONU de crimes sexuais contra mulheres

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