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Países latino-americanos querem conferência de paz para "solução" em Gaza

Presidentes e representantes de uma dezena de países latino-americanos defenderam hoje a realização de uma conferência de paz mais ampla para procurar uma "solução concreta para o conflito" na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas.

Países latino-americanos querem conferência de paz para "solução" em Gaza
Notícias ao Minuto

11:40 - 02/03/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

O Presidente colombiano Gustavo Petro apelou aos "governos progressistas" que participam na VIII cimeira da Comunidade de Estados Latino-Americanos e das Caraíbas (Celac), que decorre em São Vicente e Granadinas, para se reunirem e "estudar uma posição conjunta sobre a questão do genocídio em Gaza".

Petro, que falava aos jornalistas antes da reunião, referiu que quer abordar com os parceiros da região a opção de encontrar uma posição conjunta latino-americana sobre "a necessidade da humanidade ter a capacidade de deter um genocídio".

"Caso contrário irá repetir-se o que aconteceu na Europa de 39 a 45", durante a Segunda Guerra Mundial.

Na reunião estiveram o Presidente cubano Miguel Díaz Canel, a hondurenha Xiomara Castro, o boliviano Luis Arce, o venezuelano Nicolás Maduro e representantes de outros países como México, Chile, Brasil e Barbados.

Os responsáveis presentes apelaram à paz em Gaza e a não permitir mais mortes naquele território, bem como ao reconhecimento do Estado Palestiniano como um Estado pleno, de acordo com a Presidência colombiana.

"Serão feitos procedimentos e conversações com outras organizações regionais e sub-regionais para convocar uma Conferência de Paz que levará a uma solução concreta para o conflito nesta região", destacou ainda.

Nesta reunião não esteve presente o chefe de Estado brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que participou na cimeira da Celac e que, juntamente com Petro, tem sido das vozes latino-americanas mais críticas para com as ações de Israel em Gaza, que qualificam de genocídio.

No ataque de 07 de outubro do movimento islamita Hamas em território junto à Faixa de Gaza, foram mortas cerca de 1.200 pessoas, na sua maioria civis, mas também perto de 400 militares, segundo números oficiais israelitas. Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados, com Israel a indicar que mais de 100 permanecem na Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas desde 2007.

Em retaliação, Israel, que prometeu destruir o movimento islamita palestiniano, bombardeia desde então a Faixa de Gaza, onde, segundo o governo local liderado pelo Hamas, já foram mortas mais de 30.000 pessoas -- na maioria mulheres, crianças e adolescentes -- e feridas pelo menos 70.000, também maioritariamente civis. Cerca de 8.000 corpos permanecem debaixo dos escombros, segundo as autoridades locais.

Leia Também: Conflito com Israel já matou 30.320 palestinianos na Faixa de Gaza

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