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Sunak acusa vencedor da eleição parcial de apoiar Hamas e Hezbollah

O primeiro-ministro britânico acusou hoje George Galloway, que ganhou pelo Partido dos Trabalhadores do Reino Unido a eleição legislativa parcial em Rochdale, no norte de Inglaterra, de glorificar o Hezbollah e de negar os ataques do Hamas em Israel.

Sunak acusa vencedor da eleição parcial de apoiar Hamas e Hezbollah
Notícias ao Minuto

23:57 - 01/03/24 por Lusa

Mundo Reino Unido

mais do que alarmante que a eleição de ontem [quinta-feira] à noite em Rochdale tenha visto [a vitória de] um candidato que nega o horror do que aconteceu em 07 de outubro, que glorifica o Hezbollah e tem o apoio de Nick Griffin, o ex-líder racista do Partido Nacional Britânico", frisou Rishi Sunak, num discurso à nação.

As declarações surgiram depois da vitória do antigo deputado do Partido Trabalhista, George Galloway, com uma margem larga, na eleição legislativa parcial em Rochdale, com uma campanha centrada na defesa dos palestinianos da Faixa de Gaza.

Sunak defendeu que o Reino Unido é "plural e moderno" face às ameaças de "pessoas que procuram capitalizar os ataques do Hamas contra Israel e o resultante ataque a Gaza", acusando o Islão extremista e a extrema-direita de serem "duas faces da mesma moeda".

O primeiro-ministro britânico também se referiu a uma onda de "intimidações, ameaças e atos de violência" numa altura de manifestações por Gaza.

"As crianças judias têm medo de usar uniformes escolares com medo de revelarem a sua identidade. As mulheres muçulmanas são atacadas nas ruas", apontou.

Sunak pediu aos manifestantes que não permitam que extremistas monopolizem os protestos e garantiu que o Governo lançará um mecanismo de vigilância nas próximas semanas para combater estas situações.

"Não pode haver nenhum apelo à jihad violenta. Não pode haver nenhuma causa que possa ser utilizada para justificar o apoio a um grupo terrorista como o Hamas", destacou.

O governante do Partido Conservador sublinhou que os cidadãos podem criticar livremente o governo, visto que é um "direito democrático", embora não possa ser "uma desculpa para pedir a erradicação de um Estado ou de qualquer tipo de ódio ou antissemitismo".

Sunak indicou ainda que o Ministério do Interior irá restringir as condições de visto para aqueles que "decidem vomitar ódio, protestar ou tentar intimidar as pessoas".

Galloway, líder e fundador do Partido dos Trabalhadores do Reino Unido, recolheu 39,7% dos votos, contra 21,3% do candidato independente David Tully.

O Partido Conservador ficou em terceiro lugar, com 12% dos votos, enquanto Azhar Ali, o candidato a quem o Partido Trabalhista retirou o apoio durante a campanha, ficou-se por 7,7%.

O resultado é sobretudo mau para o principal partido da oposição, pois em 2019 o trabalhista Tony Lloyd, cuja morte em janeiro desencadeou esta eleição, garantiu 51,6% dos votos, mais do que os quatro rivais juntos.

O 'Labour' retirou o apoio a Azhar Ali depois de terem sido publicados pela imprensa comentários que ele fez alegadamente antissemitas, numa altura em que o líder, Keir Starmer, está sob pressão internamente para defender publicamente um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

George Galloway, de 69 anos, um esquerdista frequentemente descrito como rebelde e a quem são reconhecidos os dons oratórios, fez uma campanha centrada na guerra de Israel contra o Hamas e muito do material de campanha reproduzia a bandeira palestiniana.

O novo deputado de Rochdale, uma cidade nos subúrbios de Manchester onde um terço da população é muçulmana, reivindicou o resultado como um voto de protesto contra os dois partidos nacionais, sobretudo o Trabalhista.

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