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Ministro pede suspensão de ajuda a Gaza por ameaçar vida dos soldados

O ministro da Segurança Nacional de Israel pediu hoje a suspensão da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, alegando que "põe em perigo" os soldados, após mais de cem palestinianos terem morrido enquanto esperavam alimentos.

Ministro pede suspensão de ajuda a Gaza por ameaçar vida dos soldados
Notícias ao Minuto

23:03 - 29/02/24 por Lusa

Mundo Israel

"O dia de hoje demonstrou que a transferência de ajuda humanitária para Gaza não só é insana, enquanto os nossos raptados são mantidos na Faixa de Gaza em condições precárias, como também põe em perigo os soldados" das forças israelitas, declarou Itamar Ben Gvir na rede social X.

"Esta é outra razão clara pela qual devemos parar de transferir esta ajuda, que na realidade é uma ajuda que prejudica os soldados e dá oxigénio ao Hamas", acrescentou o ministro.

Pelo menos 109 habitantes de Gaza morreram e 760 ficaram feridos durante a madrugada, enquanto aguardavam a chegada de ajuda humanitária transportada por uma caravana de 32 camiões, segundo o Ministério da Saúde, controlado pelo movimento islamita Hamas, que responsabilizou as tropas israelitas.

Por seu lado, o exército israelita disse hoje que se tratou de dois incidentes distintos: o primeiro em que não houve fogo israelita, mas uma multidão esfomeada terá saqueado e cercado os camiões que transportavam ajuda, fazendo-os recuar.

A "maioria das vítimas" ocorreu neste incidente com o camião, disse o porta-voz militar Peter Lerner numa videoconferência.

"Muitos foram atropelados, esmagados até à morte", disse, negando o envolvimento das forças militares.

Num segundo incidente, alguns metros mais a norte, na estrada que liga o sul e o norte de Gaza, e depois de os camiões se terem afastado, disse Lerner, um grupo indeterminado de habitantes de Gaza terá sido alvejado por soldados que os consideraram uma "ameaça numa zona de guerra".

"Foi uma resposta limitada, fogo limitado", disse Lerner, mas não deu uma estimativa do número de feridos ou mortos.

O gabinete de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, informou inicialmente esta manhã que cerca de 70 pessoas tinham sido mortas na rua Al Rashid, no sudeste da cidade de Gaza, um número que entretanto subiu para 109, de acordo com o Ministério da Saúde palestinianos.

"O ataque foi premeditado e intencional, no contexto do genocídio e da limpeza étnica do povo da Faixa de Gaza. O exército de ocupação sabia que estas vítimas tinham vindo para esta zona para obter alimentos e ajuda, mas matou-as a sangue frio", afirmou o governo do Hamas, em comunicado.

O Exército israelita lançou uma ofensiva contra Gaza em retaliação aos ataques do grupo islamita palestiniano de 07 de outubro, que provocaram quase 1.200 mortos e 240 raptados.

Desde então, as autoridades de Gaza relataram a morte de mais de 30.000 palestinianos, além de mais de 400 na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, devido às ações das forças de segurança e aos ataques israelitas.

Leia Também: Bebés morrem em hospitais da Faixa de Gaza por fome e desidratação

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