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Mais de 30 mil manifestam-se na Grécia um ano após desastre ferroviário

Mais de 30.000 pessoas, segundo a polícia, reuniram-se hoje na Grécia para assinalar o desastre ferroviário mais mortífero do país, ocorrido há um ano, e para exigir justiça para as 57 pessoas mortas na tragédia.

Notícias ao Minuto

12:40 - 28/02/24 por Lusa

Mundo Grécia

Mais de 20.000 pessoas manifestaram-se na capital e 10.000 em Salónica, a segunda maior cidade, a pedido de vários sindicatos, incluindo o do sector público, que cumpre paralelamente uma greve de 24 horas. 

Mais de mil pessoas, na sua maioria familiares das vítimas, reuniram-se no local do acidente, no vale de Tempé (centro da Grécia).

O acidente provocou a morte de 57 pessoas, na sua maioria adolescentes e jovens, com o dia de hoje também a ser marcado por várias greves que exigem que os responsáveis pela maior tragédia ferroviária da história do país sejam levados à justiça.

Atenas amanheceu hoje sem metro, táxis, elétricos ou comboios suburbanos, enquanto a greve de 24 horas convocada pelo sindicato dos funcionários públicos, ADEDY, teve também a adesão dos marinheiros e dos trabalhadores ferroviários, pelo que todos os navios permanecem atracados nos portos e não há percursos nos caminhos-de-ferro.

"Continuaremos a luta, para pedir contas aos responsáveis e anular qualquer tentativa de encobrir as suas responsabilidades", afirma a ADEDY no apelo à greve.

Os professores do ensino primário e os jornalistas, que convocaram uma greve de quatro horas para exigir "uma investigação substancial" da tragédia, também se juntaram aos protestos.

Foram convocadas manifestações em todo o país para homenagear as vítimas do acidente e exigir que não seja encoberto o que os sindicatos e as associações de vítimas chamam de "crime de Tempé", a cidade onde, a 28 de fevereiro de 2023, um comboio de passageiros colidiu frontalmente com um outro de mercadorias.

O troço onde ocorreu o acidente não dispunha de sistemas de segurança, nem sequer de sinalização, o que provocou uma onda de agitação e protestos em massa contra o governo do primeiro-ministro conservador, Kyriakos Mitsotakis.

Poucas horas depois do incidente, o ministro dos Transportes grego, Kostas Karamanlis, que oito dias antes tinha assegurado que o Governo estava a garantir a segurança dos comboios, demitiu-se.

Até ao momento, 31 executivos, incluindo vários antigos presidentes da empresa ferroviária estatal, foram acusados de crimes relacionados com a falta de segurança nos caminhos-de-ferro.

Também acusado de "homicídio por negligência" está o chefe de estação responsável pela secção, que admitiu a responsabilidade pelo erro que colocou um comboio de passageiros na mesma via que o de mercadorias que se aproximava em sentido contrário.

A 20 deste mês, o partido de Mitsotakis, o conservador Nova Democracia (ND), utilizou a maioria absoluta que obteve nas eleições de junho para encerrar o inquérito aberto por uma comissão parlamentar sobre as causas do acidente.

A maioria dos partidos da oposição abandonou a comissão, que deverá apresentar as suas conclusões a 11 de março.

Leia Também: Pior acidente ferroviário da Grécia foi há quase um ano, mas pouco mudou

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