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Novos ataques dos EUA e Reino Unido visam 8 instalações Hutis no Iémen

Os Estados Unidos e o Reino Unido efetuaram hoje 18 ataques contra oito instalações distintas dos rebeldes xiitas Huthis no Iémen, em resposta aos disparos deste movimento apoiado pelo Irão contra navios no Mar Vermelho, anunciou o Pentágono.

Novos ataques dos EUA e Reino Unido visam 8 instalações Hutis no Iémen
Notícias ao Minuto

23:48 - 24/02/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

Em Saná, a capital iemenita, foram sentidas fortes explosões, indicou a agência noticiosa AFP.

Fonte militar local confirmou estes ataques norte-americanos e britânicos, que, segundo um comunicado do Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos), foram efetuados com o apoio de outros seis países: Canadá, Austrália, Bahrein, Dinamarca, Países Baixos e Nova Zelândia.

Nas últimas semanas ocorreram outros 'raides' similares contra território iemenita, com o primeiro a ser desencadeado na noite de 11 para 12 de janeiro.

Em Washington, e pouco após esta ação militar, o secretário da Defesa dos Estados Unidos da América (EUA), Lloyd Austin, assegurava que os Huthis vão "sofrer as consequências" dos seus ataques no Mar Vermelho e Golfo de Áden.

"Os Estados Unidos não hesitarão em passar à ação, se necessário, para defender as vidas humanas e o livre comércio", disse.

Em Londres, o Ministério da Defesa confirmou a participação da Força Aérea nos ataques, precisando que quatro caças-bombardeiros Typhoon foram mobilizados, e ainda dois aviões de abastecimento.

Os Huthis, que controlam a capital iemenita, Saná, e vastas zonas do norte e oeste do Iémen, lançaram nos últimos meses ataques dirigidos ao território israelita e contra navios relacionados com Israel, ou que se dirigiam a portos israelitas, e prometeram prosseguir estas ações enquanto o Exército judaico prosseguir a sua ofensiva na Faixa de Gaza, que já provocou dezenas de milhares de mortos e feridos.

Os rebeldes iemenitas também ameaçaram atacar navios norte-americanos e britânicos que se encontram na zona, em resposta aos bombardeamentos que os dois países ocidentais têm conduzido contra posições iemenitas.

Na perspetiva de Washington e Londres, estes bombardeamentos procuram impedir as operações dos rebeldes iemenitas e garantir a liberdade de navegação na região.

A tensão na zona motivou que as principais empresas de navegação continuem a ajustar as suas rotas para evitar a passagem nesta importante via, por onde transita 8% do comércio mundial de cereais, 12% do comércio de petróleo e 8% do comércio mundial de gás liquefeito.

Leia Também: EUA alertam para desastre ecológico após ataque dos Hutis contra navio

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