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Jornalista condenado na Guiné-Conacri por defender liberdade de imprensa

Um tribunal da Guiné-Conacri condenou a seis meses de prisão o jornalista e secretário-geral do Sindicato dos Profissionais da Imprensa, Sékou Jamal Pendessa, por um crime de ameaça à ordem pública.

Jornalista condenado na Guiné-Conacri por defender liberdade de imprensa
Notícias ao Minuto

20:35 - 23/02/24 por Lusa

Mundo Guiné-Conacri

Jamal Pendessa foi detido por ter organizado uma marcha para denunciar o aumento da repressão e da censura no país.

O tribunal penal de Dixinn condenou igualmente o jornalista a pagar uma multa de 500.000 francos guineenses (5,37 euros).

O seu advogado, Salifou Béavogui, anunciou que vai recorrer da sentença, segundo o portal noticioso Media Guinée.

Uma dezena de jornalistas foram detidos em outubro de 2023 durante uma marcha na capital guineense, Conacri, durante a qual as forças de segurança dispararam gás lacrimogéneo e os jornalistas exigiram à junta militar liderada por Mamady Doumbouya liberdade de imprensa no país.

Na altura, Béavogui afirmou que tinham sido detidos "por participação criminosa numa reunião pública".

"A acusação é infundada, uma vez que estamos num Estado de direito e o direito de manifestação está consagrado na própria carta de transição", afirmou.

O Comité Nacional para a Reconciliação e o Desenvolvimento (CNRD) - nome oficial da junta - foi formado após o golpe de Estado de setembro de 2022 contra o então Presidente Alpha Condé, na sequência de meses de crise política devido à sua decisão de alterar a Constituição para se candidatar a um terceiro mandato.

Leia Também: Guiné-Conacri levanta restrições de acesso à internet impostas há 3 meses

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