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Diplomacia russa diz que sanções dos EUA são "ingerência cínica"

A Rússia descreveu hoje as novas sanções norte-americanas anunciadas esta sexta-feira como uma interferência "descarada e cínica", para dividir os russos antes das eleições presidenciais de março, escrutínio que deverá ser marcado pela reeleição de Vladimir Putin.

Diplomacia russa diz que sanções dos EUA são "ingerência cínica"
Notícias ao Minuto

19:05 - 23/02/24 por Lusa

Mundo Rússia

"As novas restrições são mais uma tentativa descarada e cínica de interferir nos assuntos internos da Rússia, de nos forçar a desistir dos nossos interesses vitais, de dividir a sociedade russa nas vésperas (...) das eleições presidenciais", denunciou o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, citado pela agência estatal russa TASS.

Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram hoje centenas de novas sanções para garantir que o Presidente russo, Vladimir Putin, "pague um preço ainda mais elevado" pela repressão a opositores e pela invasão da Ucrânia.

"Se Putin não pagar o preço pela morte e destruição que está a causar, vai prosseguir", avisou o Presidente norte-americano, Joe Biden, num comunicado que assinala o segundo aniversário da invasão russa da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.

Para punir Putin pela sua atuação, a Casa Branca (presidência) anunciou um arsenal de medidas visando tanto indivíduos ligados à prisão do opositor Alexei Navalny, que morreu na passada sexta-feira num estabelecimento prisional do Ártico onde cumpria uma pena de 19 anos, como à chamada máquina de guerra russa.

O novo pacote de sanções também abrange pessoas e entidades que ajudam Moscovo a contornar as medidas sancionatórias já em vigor.

Na quinta-feira, o Departamento de Tesouro dos EUA já tinha avisado que esta seria "o mais amplo pacote de sanções desde o início da invasão da Ucrânia por Putin".

Trata-se de mais de 500 novas sanções contra "indivíduos ligados à prisão de Navalny" e contra "o setor financeiro russo, a indústria de defesa, as redes de abastecimento e os autores de sanções de evasão, em vários continentes", referiu a mesma fonte.

As eleições presidenciais russas decorrem entre 15 e 17 de março.

Putin está no poder desde 2000 e pretende garantir um quinto mandato presidencial, depois de também ter ocupado o cargo de primeiro-ministro entre 2008 e 2012.

Segundo as sondagens locais, Putin deverá vencer as eleições presidenciais de março com mais votos face a 2018, quando garantiu cerca de 76% dos sufrágios.

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