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China considera que G20 não é o "fórum" apropriado para discutir a guerra

A China declarou hoje que o G20 não é o fórum apropriado para abordar a guerra na Ucrânia, posição semelhante à russa, quando começa no Brasil uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do grupo.

China considera que G20 não é o "fórum" apropriado para discutir a guerra
Notícias ao Minuto

13:55 - 21/02/24 por Lusa

Mundo Ucrânia

"O G20 é um fórum importante para a cooperação económica internacional, não uma plataforma para abordar questões geopolíticas ou de segurança", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, numa conferência de imprensa.

"Este é o consenso do G20", acrescentou o porta-voz.

A posição da China coincide com a da Rússia, que defendeu que a reunião do G20 deveria centrar-se em questões económicas e não em temas geopolíticos.

No entanto, os Estados Unidos e outros países manifestaram o desejo de discutir a guerra na Ucrânia durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, que acontece entre hoje e quinta-feira, na cidade do Rio de Janeiro.

A reunião deverá contar com a presença do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov.

No entanto, o responsável pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, não participará na reunião, num novo sinal do pouco interesse que o gigante asiático tem demonstrado pelo grupo.

"Wang Yi não poderá participar da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20 no Brasil devido à sua agenda e nomeou o seu vice-ministro, Ma Zhaoxu, para representar a China na reunião", disse Mao na entrevista coletiva.

O Presidente chinês, Xi Jinping, esteve ausente da reunião virtual do G20 em novembro passado, tal como aconteceu em setembro de 2023, quando não participou na última cimeira presencial do grupo, realizada em Nova Deli.

A ausência de Xi na Índia já foi interpretada por especialistas chineses como um sintoma de que Pequim dá "cada vez menos valor" ao bloco por não conseguir exercer uma influência substancial sobre o grupo.

O novo ministro da Defesa chinês, Dong Jun, expressou o apoio do seu país à Rússia na "questão ucraniana" em 31 de janeiro.

"Damos apoio em relação à questão da Ucrânia, apesar de os Estados Unidos e a Europa continuarem a pressionar o lado chinês", declarou Dong, em imagens da reunião divulgadas pelo Ministério da Defesa russo.

O Brasil assumiu em dezembro de 2023 a presidência do G20 e o mandato terminará em novembro deste ano. Portugal participa na reunião ministerial, na qualidade de convidado, estando representado pelo ministro João Gomes Cravinho.

Leia Também: Arranca reunião do G20 para resolver conflitos internacionais

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