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Cardeal Angelo Becciu condenado a cinco anos e meio de prisão

O cardeal italiano estava acusado de, juntamente com outras nove pessoas, ter causado um buraco de 139 milhões de euros nos cofres do Vaticano.

Cardeal Angelo Becciu condenado a cinco anos e meio de prisão
Notícias ao Minuto

16:00 - 16/12/23 por Notícias ao Minuto com Lusa

Mundo Vaticano

O cardeal italiano Angelo Becciu foi condenado, este sábado, a cinco anos e seis meses de prisão no âmbito de um processo em que estava acusado de, juntamente com outras nove pessoas, causar um buraco de 139 milhões de euros nos cofres do Vaticano.

O Ministério Público do Vaticano havia pedido uma pena de sete anos e três meses de prisão, mas os juízes do Tribunal consideraram-no inocente de algumas das acusações.

Segundo o jornal religioso Crux, o cardeal foi condenado pelos crimes de peculato e de abuso de poder e por ter pressionado testemunhas. 

A sentença, que condena também o cardeal ao pagamento de uma multa de 8.000 euros, é o culminar de um processo envolvendo transações financeiras da Santa Sé que terão causado um "buraco" superior a 130 milhões de euros nos cofres do Vaticano.

"Respeitamos o veredito, mas não deixaremos de interpor recurso", anunciou já Fabio Vignone, advogado do cardeal italiano.

Becciu, de 75 anos, que já foi um dos cardeais mais influentes do Vaticano e um assessor próximo do Papa Francisco, foi o primeiro cardeal a ser julgado por um tribunal do Vaticano e não esteve presente na audiência desta manhã.

Em causa esteve compra de um edifício no centro de Londres, pela Secretaria de Estado do Vaticano, quando Becciu era responsável pelos Assuntos Gerais (2011-2018), uma operação altamente especulativa que criou um buraco nas contas da Santa Sé de pelo menos 139 milhões de euros.

Mais concretamente, tratava-se de um edifício na Sloane Avenue, antiga sede dos grandes armazéns Harrods, no bairro exclusivo de Chelsea.

A acusação alegava que o edifício tinha custado à Santa Sé cerca de 350 milhões de euros, mas foi posteriormente vendido pelo Vaticano por 186 milhões de libras (cerca de 214 milhões de euros).

Além disso, a aquisição terá sido utilizada para extorquir dinheiro ao Vaticano e demonstrou a falta de transparência e as irregularidades nas contas da Santa Sé, indicava a acusação.

Os outros arguidos, acusados de crimes como peculato, fraude agravada, extorsão e branqueamento de capitais são os funcionários do Vaticano René Brülhart, Tommaso Di Ruzza e Fabrizio Tirabassi, bem como o padre Mauro Carlino, antigo secretário de Becciu.

Também aguardam a sentença os corretores e mediadores financeiros Enrico Crasso, Raffaele Mincione, Cecilia Marogna, Gianluigi Torzi e Nicola Squillace, acusados de lucrar e defraudar a Santa Sé.

[Notícia atualizada às 16h37]

Leia Também: Tribunal do Vaticano reúne-se para ditar sentença ao cardeal Becciu

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