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Cinco jornalistas alvejados num só dia no México

Violência contra jornalistas no país tem aumentado nos últimos anos e o México é um dos locais mais perigosos do mundo para repórteres.

Cinco jornalistas alvejados num só dia no México
Notícias ao Minuto

18:50 - 29/11/23 por Hélio Carvalho

Mundo México

As autoridades mexicanas confirmaram esta quarta-feira que cinco jornalistas foram baleados e feridos num só dia, com o presidente mexicano a dar conta que dois dos quatro fotojornalistas atingidos na terça-feira encontram-se em estado crítico.

Os quatro fotojornalistas foram alvejados perto de um acampamento militar num estado no sul do país, quando voltavam de cobrir uma cena de um crime - mais um na série de homicídios que tem marcado o dia-a-dia na violenta cidade de Chilpancingo, no estado de Guerrero.

Noutra região, no estado vizinho de Michoacan, um outro jornalista foi alvejado durante um tiroteio, arredondando o total para cinco e assinalando um dos dias mais violentos na história da comunicação social mexicana em 10 anos. Segundo a Associated Press, o último incidente mais violento para os jornalistas mexicanos ocorrera em 2012, quando foram encontrados os corpos de três fotojornalistas em sacos de plástico na cidade de Veracruz.

Esta quarta-feira, o presidente do país, Andrés Manuel López Obrador, que tem sido acusado nos últimos meses de desvalorizar a violência contra os media (ao ponto de tornar ainda mais perigosa a situação para a comunicação social), lamentou os incidentes, mas não detalhou os possíveis motivos do tiroteio que atingiu os quatro repórteres fotográficos.

Os ataques de terça-feira surgiram ainda após três jornalistas terem sido raptados durante dias em Taxco, também no estado de Guerrero, tendo sido libertados recentemente. Também são desconhecidos os motivos do sequestro.

No centro destes ataques contra os media tem sido as guerras entre organizações criminosas ligadas ao narcotráfico, que acabam por afetar o trabalho dos jornalistas que as tentam cobrir.

Nos últimos anos, o México tornou-se num dos países mais perigosos para o trabalho jornalístico no mundo, com vários profissionais mortos em circunstâncias violentas e tiroteios. Este ano, já foram mortos cinco jornalistas e, nos últimos cinco anos, o Comité para a Proteção de Jornalistas registou pelo menos 54 jornalistas mortos em território mexicano.

Segundo o índice da organização Repórteres Sem Fronteiras, o país é um dos mais perigosos do mundo para jornalistas, atrás apenas de ditaduras e de países em conflito como Myanmar, Irão, Ucrânia, Iémen, Síria e Paquistão. Em 2023, a região mais mortífera do mundo para se ser jornalista é a Faixa de Gaza, onde os bombardeamentos israelitas já mataram dezenas de profissionais, além de atingirem repórteres no Líbano.

Leia Também: Libertados os três jornalistas sequestrados no sul do México

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