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Madagáscar. Rajoelina reeleito em presidenciais boicotadas pela oposição

Andry Rajoelina, 49 anos, foi reeleito Presidente de Madagáscar após a primeira volta de um escrutínio em que dez candidatos da oposição pediram que fosse boicotado, anunciou hoje a comissão eleitoral malgaxe.

Madagáscar. Rajoelina reeleito em presidenciais boicotadas pela oposição
Notícias ao Minuto

09:55 - 25/11/23 por Lusa

Mundo Madagáscar

Rajoelina, que procura um segundo mandato à frente da grande ilha do Oceano Índico, obteve 58,95% dos votos na primeira volta realizada em 16 deste mês, segundo os resultados da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) apresentados numa conferência de imprensa em Antananarivo.

Rajoelina, líder do partido Tanora Malagasy Vonona (TGV, Jovens Malgaxes Determinados), obteve 58,95% dos votos (2.856.090), anunciou a CENI.

Com este resultado, que ainda tem de ser aprovado pelo Supremo Tribunal Constitucional, o Presidente cessante evitaria uma segunda volta das eleições e obteria um segundo mandato de cinco anos. 

Cerca de onze milhões de malgaxes inscritos para votar foram chamados às urnas em 16 de novembro. 

"Que resultados? Que eleições?", foi a resposta a um pedido de comentário sobre a vitória de Rajeolina. Na sexta-feira, o coletivo já tinha anunciado que não reconheceria os resultados.

A afluência às urnas foi de pouco mais de 46%, uma descida em relação à anterior eleição presidencial, em 2018.

Na sexta-feira, a oposição malgaxe, em grande parte agrupada num coletivo, anunciou que "não reconhecerá os resultados" da primeira volta das eleições presidenciais.

"Não reconheceremos os resultados desta eleição ilegítima, eivada de irregularidades, e declinamos toda a responsabilidade pela instabilidade política e social que daí poderá advir", advertiu, em comunicado, o coletivo de onze candidatos da oposição, dez dos quais tinham apelado ao boicote das eleições de 16 de novembro.

Siteny Randrianasoloniaiko, que se afastou do grupo durante algum tempo para fazer campanha, mas que coassinou o comunicado de hoje, também denunciou "anomalias preocupantes" que, na sua opinião, "levantam questões legítimas sobre a validade dos resultados".

Eleito em 2018, Rajoelina chegou ao poder pela primeira vez em 2009, na sequência de um motim que depôs o antigo Presidente Marc Ravalomanana.

Segundo uma estimativa da CENI, cerca de 60% dos eleitores registados não compareceram às urnas no dia 16 de novembro. Onze milhões de eleitores tiveram de escolher entre Andry Rajoelina, 49 anos, e doze outros candidatos.

Mas dez candidatos da oposição, incluindo dois antigos Presidentes, apelaram aos eleitores para que "considerassem que estas eleições não existem" e recusaram-se a fazer campanha.

Durante as semanas que antecederam as eleições, o coletivo convocou manifestações quase diárias na capital, Antananarivo.

Os protestos, que não tiveram uma participação maciça, foram regularmente dispersos com gás lacrimogéneo pelas autoridades policiais.

O coletivo denunciou irregularidades durante as eleições: encerramento de assembleias de voto, falta de urnas, utilização de recursos estatais pelo candidato cessante para a sua campanha.

No dia seguinte à votação, a embaixada dos Estados Unidos em Madagáscar disse ter observado "algumas irregularidades" nas eleições.

"A Embaixada dos Estados Unidos e outros observadores registaram algumas irregularidades nas assembleias de voto, incluindo por parte de representantes de partidos políticos", afirmou a dependência diplomática norte-americana no país, num comunicado divulgado em 17 de novembro.

Leia Também: EUA observam "algumas irregularidades" nas presidenciais de Madagáscar

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