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Seis candidatos presidenciais do Madagáscar apelam a boicote nas votações

Seis dos 13 candidatos às eleições presidenciais em Madagáscar, que se realizam quinta-feira, anunciaram hoje que não vão participar e apelaram ao povo malgaxe para não ir às urnas. 

Seis candidatos presidenciais do Madagáscar apelam a boicote nas votações
Notícias ao Minuto

17:43 - 13/11/23 por Lusa

Mundo Madagáscar

"Não vou participar nas eleições, isso é muito claro", disse o candidato e antigo presidente malgaxe Hery Rajaonarimampianina.

Marc Ravalomanana, antecessor do atual presidente, Andry Rajoelina, e mais uma vez candidato presidencial, fez o mesmo comentário e apelou ainda às pessoas que não votem.

Dos 12 opositores do presidente, 11 formaram uma coligação, apesar de se continuarem a apresentar como candidatos individuais, e desde outubro promovem e participam em manifestações, que acontecem sem autorização, regularmente dispersas com gás lacrimogéneo pela polícia.

Devido à instabilidade vivida neste período eleitoral, o grupo de mediação liderado pela presidente da Assembleia, Christine Razanamahasoa, apelou, na passada quinta-feira, "às autoridades para que suspendam as eleições presidenciais previstas para 16 de novembro".

Todavia, no sábado, o governo de Madagáscar rejeitou este pedido do grupo de mediação.

A primeira volta, inicialmente prevista para 09 de novembro, foi adiada por uma semana no mês passado, na sequência do ferimento de um candidato durante uma das manifestações da oposição.

No final de junho, a imprensa revelou que Rajoelina se tinha naturalizado francês em 2014, o que gerou polémica na ilha que faz fronteira marítima com Moçambique, pois o presidente teria perdido a sua nacionalidade malgaxe ao pedir a nacionalidade francesa e, consequentemente, não poderia governar nem candidatar-se a eleições.

Mas, em setembro, os tribunais rejeitaram os três recursos da oposição que pediam a anulação da candidatura de Rajoelina "por falta de nacionalidade malgaxe".

Andry Rajoelina chegou ao poder em 2009, na sequência de um motim que depôs Marc Ravalomanana. Sob pressão da comunidade internacional, abandonou a corrida em 2013, mas foi posteriormente eleito em 2018.

A União Europeia e os Estados Unidos, que declararam estar a seguir os preparativos das eleições com "a maior vigilância", denunciaram recentemente o uso excessivo da força contra a oposição.

Leia Também: EUA e UE denunciam uso da força sobre oposição em Madagáscar

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