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ONU condena repressão desproporcionada antes das eleições em Madagáscar

A situação dos direitos humanos em Madagáscar está a deteriorar-se antes das eleições presidenciais de novembro, considerou hoje a ONU numa declaração em que condena a repressão "desnecessária e desproporcionada" de várias manifestações.

ONU condena repressão desproporcionada antes das eleições em Madagáscar
Notícias ao Minuto

14:49 - 10/10/23 por Lusa

Mundo Madagáscar

"Algumas das pessoas detidas durante as manifestações das duas últimas semanas continuam detidas, incluindo o secretário-geral de um dos partidos políticos da oposição", sublinhou o porta-voz do Gabinete dos Direitos Humanos da ONU, Seif Magango, numa mensagem enviada à imprensa.

Os eleitores de Madagáscar, um dos países mais pobres do mundo apesar dos seus vastos recursos naturais, votam nas eleições presidenciais de 09 de novembro.

Os preparativos para a primeira volta das eleições decorrem há várias semanas num clima de deterioração dos direitos cívicos, com a oposição a denunciar uma conspiração das autoridades para favorecer o atual Presidente, Andry Rajoelina.

A União Europeia (UE), os Estados Unidos e países como o Reino Unido e a França afirmaram estar a acompanhar o processo eleitoral com "grande vigilância", tal como a ONU.

"Estamos preocupados com a deterioração da situação dos direitos humanos em Madagáscar no período que antecede as eleições presidenciais previstas para daqui a um mês, depois de as forças da ordem terem recorrido a uma repressão desnecessária e desproporcionada para dispersar quatro manifestações pacíficas no espaço de quinze dias", declarou Magango.

A ONU apela às autoridades malgaxes para que garantam o respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de Direito e espera que sejam dadas "instruções claras" às forças de segurança para que respeitem os direitos e as liberdades "a fim de criar um ambiente propício à realização de eleições livres, justas e transparentes".

Segundo a ONU, uma manifestação convocada por 11 candidatos da oposição para os dias 02 e 03 de outubro foi dispersada pelas forças de segurança, que utilizaram gás lacrimogéneo e espancaram e prenderam arbitrariamente dezenas de manifestantes e transeuntes.

Dois candidatos presidenciais e um antigo Presidente interino ficaram feridos e tiveram de ser hospitalizados.

As manifestações que se seguiram, em 06 e 07 de outubro, foram igualmente reprimidas com recurso a gás lacrimogéneo e balas de borracha pelas forças de segurança.

"Registamos que duas outras manifestações não foram perturbadas e terminaram pacificamente sem a intervenção das forças de segurança", observou Magango.

Leia Também: UE e EUA "vigilantes" em relação às próximas eleições em Madagáscar

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