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Ucrânia. Destruição na barragem pode afetar (mais de) 80 localidades

O Ministério do Interior da Ucrânia disse que a destruição parcial da barragem de Kakhovka, em Kherson, pode afetar mais de 80 localidades nas margens do rio Dnieper.

Ucrânia. Destruição na barragem pode afetar (mais de) 80 localidades
Notícias ao Minuto

09:37 - 06/06/23 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

As imagens das estações internacionais de televisão mostram a instalação hidroelétrica situada em Kherson parcialmente destruída, mas a situação ainda não foi verificada por entidades independentes no local.   

Kyiv e Moscovo estão a acusar-se mutuamente pela destruição da barragem.

De acordo com o ministro do Interior da Ucrânia, Igor Klymenko, 742 pessoas foram retiradas de zonas afetadas pelas inundações.

A Administração Militar ucraniana estima que 16 mil pessoas possam ser diretamente afetadas.

Esta estimativa ucraniana não inclui os habitantes do território controlado pela Rússia na margem oriental do Dniepre, onde se encontra a barragem. 

Por outro lado e contrariando as informações da Agência Internacional de Energia Atómica, que afastou de momento a possibilidade de perigo imediato para a Central Nuclear de Zaporíjia, um conselheiro do chefe de Estado da Ucrânia disse que existe perigo de "catástrofe nuclear".

"O mundo está novamente à beira de uma catástrofe nuclear, uma vez que a central nuclear de Zaporijia perdeu a fonte de arrefecimento. Este perigo está agora a aumentar rapidamente", lamentou Mykhailo Podoliak em declarações enviadas aos jornalistas em Kyiv.

A central nuclear situa-se a 150 quilómetros da barragem de Kakhova. 

A Presidência ucraniana acusou ainda a Rússia de ter destruído deliberadamente durante a noite a barragem hidroelétrica de Kakhovka com o objetivo de provocar inundações e desta forma "travar" a ofensiva militar das forças da Ucrânia. 

"O objetivo dos terroristas é evidente: criar obstáculos às ações ofensivas das Forças Armadas da Ucrânia", disse o mesmo conselheiro do chefe de Estado ucraniano, Mikhailo Podoliak.

Leia Também: Ucrânia. Cheias em Kakhovka não são "perigo imediato" para Zaporíjia

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