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Medvedev acredita que a Ucrânia "vai desaparecer". E diz como

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa acredita que a Ucrânia perderá lentamente a soberania ou enfrentará "um colapso instantâneo com a aniquilação simultânea de todos os sinais de Estado".

Medvedev acredita que a Ucrânia "vai desaparecer". E diz como
Notícias ao Minuto

23:59 - 25/05/23 por Notícias ao Minuto

Mundo Ucrânia/Rússia

A Ucrânia como estado inevitavelmente desaparecerá, acredita Dmitry Medvedev.

Contudo, tal pode acontecer de várias formas, o que também determinará a probabilidade de retomada do conflito, considerou o vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa, citado pela agência Tass. 

"Recentemente, escrevi por que a Ucrânia vai desaparecer. Agora é hora de dizer como a Ucrânia vai desaparecer, bem como qual é o risco de uma retomada do conflito na Europa e no mundo. Isso vai depender de que caminho o processo de desintegração deste estado de morte seguir", escreveu no seu canal no Telegram esta quinta-feira.

De acordo com Medvedev, há mais do que uma possibilidade: "Ou o caminho da erosão relativamente lenta do estado ucraniano com a perda gradual dos elementos remanescentes da soberania do Estado. Ou o caminho do seu colapso instantâneo com a aniquilação simultânea de todos os sinais de Estado", afirmou.

De qualquer forma, continuou, após esse colapso, três cenários são prováveis. No primeiro caso, as regiões ocidentais da Ucrânia "passam para o controlo de vários estados da UE com a implementação do subsequente Anschluss [palavra utilizada em História para se referir à anexação da Áustria por parte da Alemanha em 1938] dessas terras pelos Estados beneficiários".

"Ao mesmo tempo, um certo território ucraniano de ninguém permanecerá, espremido entre a Rússia e as terras que estão sob a soberania de vários países europeus. O restante território sem dono anuncia a sua sucessão da antiga Ucrânia, a sua personalidade jurídica internacional e sua intenção de devolver as terras perdidas", pode ler-se. 

Na sua opinião, ao mesmo tempo, esta "nova" Ucrânia declarará imediatamente o seu desejo de aderir à União Europeia e à NATO, o que acontecerá a médio prazo. "O conflito armado recomeça após um curto período de tempo, tornando-se permanente, mas com a ameaça de uma rápida passagem para uma terceira guerra mundial de pleno direito", afirmou o político.

No segundo cenário, de acordo com o vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação Russa, a Ucrânia desaparece após a conclusão de uma operação militar especial no processo de divisão entre a Rússia e vários estados da UE. "O conflito termina com garantias razoáveis ​​​​da sua não retoma no curto prazo, mas com a preservação da atividade terrorista dos nazis ucranianos, que serão dispersados ​​no território dos estados da UE que receberam terras ucranianas ocidentais", continuou.

O risco da retomada de um conflito de pleno direito ou da sua escalada para uma guerra mundial neste caso pode ser considerado moderado, disse ainda Medvedev.

Já na terceira opção, acrescentou, acontece o mesmo que no primeiro caso, mas com sinal contrário. "As terras ocidentais da Ucrânia juntam-se a vários países da UE. O povo das regiões centrais e de algumas outras regiões sem dono da Ucrânia, no âmbito do Artigo 1 da Carta da ONU, declara imediatamente a sua autodeterminação ao ingressar na Federação Russa", disse. 

De acordo com Medvedev, simplesmente não há outras opções. "E isso já está claro para todos, mesmo que seja desagradável para alguém no Ocidente admitir. Podemos estar temporariamente satisfeitos com a segunda opção, mas precisamos de uma terceira", resumiu, citado pela agência russa. 

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