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Bulgária demarca-se de plano conjunto da UE para enviar munições a Kyiv

A Bulgária estará fora do plano europeu de compras conjuntas para fornecer um milhão de munições de calibre 155 à Ucrânia, anunciou hoje o ministro da Defesa búlgaro.

Bulgária demarca-se de plano conjunto da UE para enviar munições a Kyiv
Notícias ao Minuto

16:07 - 28/03/23 por Lusa

Mundo Guerra na Ucrânia

"Não temos esses projéteis no Exército búlgaro, não existe a possibilidade de serem entregues à Ucrânia pela simples razão que não temos esse calibre", declarou Dimitar Stoyanov em declarações à televisão nacional búlgara (BNT).

O responsável pela Defesa daquele país integrado na NATO sublinhou que o Exército búlgaro teria de efetuar contratos para a aquisição de um tipo de munição "que de momento não necessita".

No entanto, o ministério da Defesa búlgaro aprovou recentemente um projeto para renovar o seu arsenal nacional e poderá entregar a Kiev munições mais antigas, para além um acordo com uma empresa de armamento avaliado em 350 milhões de levas búlgaras (179 milhões de euros) para garantir projéteis mais modernos.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da União Europeia (UE) chegaram a acordo na passada semana para um plano de compras conjuntas de munições de artilharia e mísseis para repor as reservas dos Exércitos europeus e garantir o necessário envio deste armamento para a Ucrânia, na sequência da invasão russa.

Os países da UE devem em primeiro lugar facilitar à Ucrânia munições de artilharia e mísseis dos seus próprios arsenais ou de encomendas em curso até 31 de maio, recebendo uma ajuda de mil milhões de euros através do Mecanismo de paz europeu para garantir a sua reposição.

A segunda fase prevê uma iniciativa de compras conjuntas de munições e mísseis por mais mil milhões de euros e "da forma mais rápida possível até 30 de setembro", através da Agência europeia de defesa (EDA) ou através de coligações de países.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus --, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -- foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.401 civis mortos e 14.023 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: França anuncia que vai duplicar fornecimento de munições a Kyiv

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