Meteorologia

  • 26 MAIO 2024
Tempo
23º
MIN 14º MÁX 23º

Quénia. Um morto em manifestação da oposição contra inflação e o governo

A polícia queniana matou esta segunda-feira um manifestante na região ocidental do país, num dia de confrontos entre apoiantes da oposição e as forças da lei, segundo um comunicado da corporação.

Quénia. Um morto em manifestação da oposição contra inflação e o governo
Notícias ao Minuto

20:05 - 20/03/23 por Lusa

Mundo Quénia

Um estudante, que participou na manifestação, acusou a polícia de ter disparado munições reais depois de ter ficado sem granadas de gás lacrimogéneo, na sequência dos manifestantes "terem começado a apedrejar" os agentes.

No comunicado, a polícia anuncia a morte de um manifestante e acrescenta que os apedrejamentos "danificaram janelas de 10 casas e a esquadra da polícia" em Mesano, um bastião da oposição.

A manifestação visou protestar contra a subida da inflação e o Governo.

Os protestos, convocados pela oposição, foram os primeiros desde que William Ruto, de 56 anos, chegou ao poder na sequência da vitória nas presidenciais fortemente disputadas em agosto, e cujo resultado continua ser contestado pelo candidato derrotado, Raila Odinga.

O candidato derrotado continua a afirmar que a vitória lhe foi "roubada" e que o Governo Ruto é "ilegítimo".

Na capital, Nairobi, a polícia disparou também granadas de gás lacrimogéneo contra a coluna automóvel de Raila Odinga, que tem apelado aos seus apoiantes para se concentrarem e protestarem todas as segundas-feiras.

"Todas as segundas-feiras haverá uma greve, haverá uma manifestação. A guerra começou, não terminará até que os quenianos obtenham os seus direitos", disse Odinga, de 78 anos.

O porta-voz de Odinga, Dennis Onyango, disse à agência France-Presse que a polícia tinha disparado munições reais contra o carro do líder da oposição, mas não há confirmação independente desta acusação.

As manifestações na capital contra a inflação, que em fevereiro subiu para 9,2%, comparativamente ao período homólogo de 2022, foram proibidas no domingo pelas autoridades por não terem cumprido o prazo de notificação.

Além dos aumentos de preços, os quenianos sofrem com a queda acentuada do xelim em relação ao dólar americano e com uma seca recorde que mergulhou milhões de pessoas na penúria alimentar.

Leia Também: Quénia. Polícia prende deputados e dispersa manifestantes com balas reais

Recomendados para si

;
Campo obrigatório