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Putin e Xi vão marcar "nova" nas relações Rússia/China, afirma Kremlin

Os líderes russo e chinês vão assinar uma declaração que vai marcar uma nova era nas relações dos dois países durante a visita do Presidente da China à Rússia, que acontece na próxima semana, anunciou hoje o Kremlin.

Putin e Xi vão marcar "nova" nas relações Rússia/China, afirma Kremlin

O Presidente russo, Vladimir Putin, e o dirigente chinês, Xi Jinping, vão assinar "uma declaração conjunta (...) que prevê o aprofundamento das relações de parceria e das relações estratégicas, entrando numa nova era", declarou o assessor diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, citado pelas agências de notícias russas.

Segundo Ushakov, Putin e Xi também assinarão outro documento sobre a cooperação económica russo-chinesa até 2030, bem como uma dezena de outros acordos que estão a ser elaborados.

Na segunda-feira, os dois líderes também vão publicar um editorial que será publicado num jornal russo e num jornal chinês, "um sinal importante antes das discussões propriamente ditas", afirmou Ushakov.

O conselheiro diplomático do Kremlin enfatizou que o conflito na Ucrânia seria um assunto a ser tratado na reunião, acrescentando que a Rússia "aprecia muito a total contenção e a posição de equilíbrio dos líderes chineses sobre esta questão".

Segundo Ushakov, Pequim "entende as reais causas desta crise" e Moscovo saúda de forma positiva a iniciativa proposta pela China para resolver o conflito na Ucrânia, com base num documento publicado em 24 de fevereiro.

Putin e Xi também falarão sobre cooperação nos campos "técnico-militar" e energético, segundo Ushakov.

Sobre a programação da visita de Xi, que acontece entre 20 e 22 de março, Ushakov disse que os dois Presidentes teriam um primeiro encontro individual na segunda-feira antes de um jantar.

O porta-voz do Kremlin havia referido anteriormente a um "almoço".

A visita de Xi ocorre quando a Rússia está a voltar massivamente a sua economia para a China, desde o início do conflito na Ucrânia, que provocou uma grande quantidade de sanções ocidentais.

Muitos analistas acreditam que Moscovo agora corre o risco de desenvolver uma forma de dependência de Pequim, uma observação contestada por Ushakov.

"Não há um líder nem um seguidor nas relações Rússia-China. Ambos os lados confiam um no outro igualmente", afirmou o porta-voz russo.

Leia Também: Bielorrússia. Opositora acusa regime de "querer matar jornalismo honesto"

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