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Ex-governante Muhyiddin Yassin enfrenta sétima acusação de corrupção

O antigo primeiro-ministro da Malásia Muhyiddin Yassin declarou-se hoje novamente inocente, após a Comissão Anticorrupção da Malásia (MACC, na sigla em inglês) ter anunciado uma sétima acusação de corrupção contra o ex-governante.

Ex-governante Muhyiddin Yassin enfrenta sétima acusação de corrupção
Notícias ao Minuto

06:25 - 13/03/23 por Lusa

Mundo Malásia

A MACC alega que Muhyiddin recebeu subornos no valor de cinco milhões de ringgit (1,05 milhões de euros) para o Bersatu, partido político que lidera atualmente e se opõe ao primeiro-ministro, Anwar Ibrahim.

Após comparecer num tribunal na capital, Kuala Lumpur, Muhyiddin, de 75 anos, classificou o caso como "perseguição política organizada" e que tem por objetivo desacreditar o partido islâmico Bersatu antes das eleições gerais de julho.

O antigo governante negou ter abusado do poder para conceder contratos a empreiteiros de etnia malaia, selecionados em troca de subornos, e para aprovar o recurso de um empresário sobre o cancelamento da isenção fiscal de que beneficiava.

Anwar Ibrahim negou que as acusações tenham motivação política. A MACC e o Ministério Público, cujos líderes foram nomeados por Muhyiddin, rejeitaram também que tenha havido interferência política na investigação.

Na sexta-feira, Muhyiddin já se tinha declarado inocente de quatro crimes de corrupção e dois crimes de branqueamento de capitais, num caso de alegada apropriação indevida de fundos públicos destinados a combater a pandemia da covid-19.

O antigo chefe do executivo malaio durante 17 meses, entre 2020 e 2021, no auge da pandemia na Malásia, é acusado de abusar do cargo para obter subornos no total de 232,5 milhões de ringgit (48,5 milhões de euros)

Os subornos foram pagos por empresas que receberam tratamento preferencial para projetos financiados pelos fundos, segundo a acusação. Por outro lado, enfrenta duas acusações de branqueamento de capitais no valor de 195 milhões de ringgit (40,8 milhões de euros), pagos também ao partido.

A MACC congelou as contas bancárias de Bersatu no mês passado e dois funcionários do partido foram acusados de corrupção, no âmbito do programa de estímulo económico lançado pelo Governo de Muhyiddin.

A carreira do ex-governante avançou durante o Governo de Najib Razak, condenado a 12 anos de prisão por corrupção no caso 1MDB, em que se verificou um desvio de milhares de milhões de dólares de um fundo soberano. Mas, mais tarde, criticou o Governo por causa do caso e foi demitido em 2015.

Juntou-se então a um partido criado pelo antigo primeiro-ministro Mahathir Mohamad e ajudou a expulsar Najb Razak e o partido, a Organização Nacional dos Malaios Unidos (UMNO, na sigla em inglês). Depois, numa habitual reviravolta política malaia, juntou-se à UMNO para se tornar primeiro-ministro.

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