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Turquia e Síria. Novo balanço do sismo aponta mais de 7.200 mortos

O balanço atualizado dos sismos que abalaram na segunda-feira a Turquia e a Síria - os mais violentos na região em quase um século - eleva para mais de 7.200 o número de mortos, indicaram hoje as autoridades.

Turquia e Síria. Novo balanço do sismo aponta mais de 7.200 mortos
Notícias ao Minuto

20:28 - 07/02/23 por Lusa

Mundo Sismo na Turquia

Na Turquia, onde tiveram o epicentro os sismos de magnitude 7,7 e 7,6 na escala de Richter, a mais recente contagem elevou para 5.434 o número de mortos e o de feridos para 31.777, segundo os dados divulgados a partir de Hatay -- uma das zonas mais afetadas -- pelo ministro da Saúde, Fahrettin Koca.

Perante esta catástrofe, o Governo turco do Presidente Recep Tayyip Erdogan declarou três meses de estado de emergência nas dez províncias afetadas.

O chefe de Estado já na segunda-feira tinha declarado que estes terramotos representam o maior desastre natural sofrido no país desde o sismo de 1939 em Erzincan, no leste da Turquia, que fez mais de 32.000 mortos.

Até agora, foram contabilizadas 435 réplicas de menor intensidade nas zonas afetadas, nas quais estão a trabalhar mais de 60.000 pessoas em missões de buscas e salvamento e remoção de escombros, no âmbito de um dispositivo que conta com mais de 100 aviões e helicópteros destacados.

O sismo causou também o desabamento de um total de 5.775 edifícios, segundo as autoridades, que indicam ainda que as réplicas e as baixas temperaturas estão a dificultar as missões de resgate e reduzem as hipóteses de encontrar sobreviventes à medida que passam as horas.

Na Síria, há 12 anos mergulhada numa guerra civil, a informação sobre vítimas provém, por um lado, do Governo do Presidente Bashar al-Assad e, por outro, do último enclave do país controlado pela oposição.

Os números totais indicam que no país morreram 1.832 pessoas e 3.849 ficaram feridas.

Já antes dos sismos, a Síria sofria a sua mais grave crise humanitária desde o início da contestação contra Damasco em 2011 e o posterior início da guerra, com 90% da população abaixo do limiar da pobreza, escassez de produtos básicos e milhões de pessoas deslocadas.

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