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Homem de negócios camaronês detido no caso do assassinato de jornalista

Um influente homem de negócios, Jean-Pierre Amougou Belinga, foi hoje detido nos Camarões no quadro da investigação do assassinato de Martinez Zogo, um jornalista que foi raptado e depois morto depois de ter sido torturado, segundo fontes oficiais.

Homem de negócios camaronês detido no caso do assassinato de jornalista
Notícias ao Minuto

11:41 - 06/02/23 por Lusa

Mundo Camarões

Martinez Zogo foi o diretor-geral da estação de rádio privada Amplitude FM e apresentador de um programa diário, Embouteillage, no qual denunciava regularmente negócios ilegais e corrupção naquele país da África Central, cujo regime autoritário é conduzido há mais de 40 anos por Paul Biya e o todo-poderoso partido do Presidente, Reunião Democrática do Povo dos Camarões.

"Foi detido muito cedo esta manhã e acusado de ser suspeito no assassinato de Martinez Zogo", anunciou Denis Omgba Bomba, diretor do Observatório Nacional dos Meios de Comunicação Social, um organismo ligado ao Ministério camaronês das Comunicações, em declarações à agência France Presse.

Amougou Belinga, com reputação de ser próximo de vários ministros e altos funcionários do Governo, foi detido de madrugada e "encontra-se atualmente nas instalações da Secretaria de Estado da Defesa (SED)", a instituição que dirige a polícia nacional, informou também o grupo de comunicação social L'Anecdote, do qual Belinga é proprietário.

Martinez Zogo tinha denunciado alegados casos de corrupção no seu programa Embouteillage, no qual implicava regularmente Amougou Belinga, proprietário de vários grupos empresariais nos setores da banca, finanças, seguros, imobiliário e meios de comunicação, incluindo o diário L'Anecdote, as estações de televisão Vision 4 e Télésud e a estação de rádio Satellite FM, favoráveis do governo.

Arsène Salomon Mbani Zogo, conhecido como "Martinez", tinha 50 anos, foi raptado a 17 de janeiro por assaltantes desconhecidos nos subúrbios da capital do país, Yaoundé, em frente a um posto de gendarmeria e foi encontrado morto cinco dias depois.

"O seu corpo tinha sinais claros de agressões severas", anunciou o governo.

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