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Bases do EI no lago Chade bombardeadas com apoio dos EUA

Bases do grupo extremista Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP) foram bombardeadas no final da semana passada na região do lago Chade por forças da Nigéria, Níger, Camarões e Chade, com apoio norte-americano, disse hoje fonte militar.

Bases do EI no lago Chade bombardeadas com apoio dos EUA
Notícias ao Minuto

21:30 - 30/01/23 por Lusa

Mundo Estado Islâmico

"O objetivo desta operação especial era neutralizar as bases do ISWAP instaladas na floresta Matari (Nigéria) de onde são realizados ataques todos os anos às cidades (nigerianas) de Maïné Soroa, Chétinari e Chétimari Wangou "que abrigam um posto militar, lê-se numa declaração da Força Conjunta Multinacional (JMF, na sigla em inglês) que reúne militares dos quatro países.

O material norte-americano utilizado foi um 'drone' [aparelho aéreo não tripulado].

Esta "operação especial de bombardeamento" foi decidida depois de "cerca de cinquenta terroristas" terem sido referenciados na região em 27 e 28 de janeiro, e foi realizada principalmente por soldados nigerianos, "com o apoio de um 'drone' dos parceiros EUA", acrescentou o comunicado.

Após "uma série de bombardeamentos precisos", um acampamento terrorista e uma base foram "destruídos" e 36 "suspeitos terroristas" foram "capturados", segundo o JMF que afirma que "grande parte destes criminosos em fuga" foi "intercetada.

A declaração acrescenta que os militares da JMF não sofreram qualquer baixa.

Nenhuma fonte independente confirmou o que foi anunciado pela JMF.

Maïné Soroa, Chétinari e Chétimari Wangou, localizam-se na região nigeriana de Diffa (sudeste), que tem sido alvo de ataques regulares desde 2015 por movimentos fundamentalistas islâmicos nigerianos.

Até 2019, Maïné-Soroa, a 70 quilómetros de Diffa, foi poupada a ataques, mas a organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Maïné-Soroa foi forçada a deixar a cidade após um violento ataque aos seus escritórios por alegados extremistas islâmicos em abril de 2019.

Localizado a 25 quilómetros de Diffa, o posto militar de Chétimari Wangou foi em varias ocasiões alvo de ações do ISWAP.

No início de junho de 2022, a força regional anunciou que havia matado mais de 800 elementos do ISWAP ao longo de dois meses de operações nas ilhas do lago Chade, nas fronteiras da Nigéria, Níger, Camarões e Chade.

A bacia do lago Chade tornou-se o epicentro da violência do grupo nigeriano Boko Haram e do seu ramo separatista, o ISWAP.

Os quatro países ribeirinhos do lago lançaram em julho de 2015 o JMF, formado por 8.500 homens, para lutar contra grupos fundamentalistas islâmicos.

No final de uma reunião em Niamey na semana passada, os Estados ribeirinhos do lago Chade e doadores internacionais anunciaram uma ajuda de mais de 500 milhões de dólares, para proteger milhões de civis ameaçados nesta região por grupos extremistas.

Leia Também: EUA reafirmam empenho na luta contra o grupo Al Shabab na Somália

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