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Pavel encerra campanha presidencial checa com apelo a apoio à Ucrânia

O general na reserva Petr Pavel, favorito à vitória na segunda volta das presidenciais na República Checa, encerrou hoje a sua campanha apelando ao apoio à Ucrânia, com armas e ajuda, e ao fim da polarização da sociedade.

Pavel encerra campanha presidencial checa com apelo a apoio à Ucrânia

"A única maneira de resolver problemas é com a cooperação", sublinhou Pavel, durante um grande evento em Praga que encerrou a campanha para a segunda volta, que decorre esta sexta-feira e sábado.

As sondagens dão ao conservador 57% das intenções de voto, em comparação com 43% do seu rival, o magnata populista e ex-primeiro-ministro Andrej Babis.

Vários milhares de pessoas, incluindo atores, cantores e atletas conhecidos, lotaram a histórica Praça Velha da capital checa e acompanharam o ex-general no seu último ato de campanha, noticiou a agência Efe.

Pavel enfrentou uma campanha presidencial com vários momentos tensos, em que teve que enfrentar a acusação de Babis de querer arrastar o país para a guerra na Ucrânia.

Num debate pré-eleitoral, Babis chegou a dizer que não enviaria soldados checos para a Polónia e Bálticos caso estes aliados da NATO fossem invadidos pela Rússia, embora mais tarde tenha sido obrigado a retificar essas declarações.

A resposta à invasão da Ucrânia é um dos temas que mais polariza a opinião pública neste país, que viveu sob uma ditadura comunista até 1989 e foi invadido pelas tropas soviéticas em 1968.

O general tem sido inflexível no apoio à Ucrânia com armas e ajuda humanitária e tem defendido a conciliação na sociedade, garantindo que vai conseguir "chegar à grande maioria dos cidadãos".

"No Exército servi a todos, sem prejuízo das preferências políticas", recordou o antigo chefe do Estado-Maior do Exército checo e diretor do comité militar da NATO.

Pavel foi acompanhado hoje por outros três candidatos que não chegaram à segunda volta há duas semanas e que apelaram ao voto no general, a economista Danuse Nerudova, o senador e diplomata Pavel Fischer e o senador e oncologista Marek Hilser.

O voto "contra Babis" será decisivo nestas eleições, que determinarão o sucessor na Presidência do social-democrata Milos Zeman, que não escondeu sua preferência pelo magnata da agroindústria.

"Queremos um futuro digno e queremos que isso seja válido não só nas cidades, porque todos temos algo em comum", acrescentou Pavel, depois de ter obtido o voto nos grandes centros populacionais, enquanto o campo e as regiões mais isoladas do país votaram em seu rival.

Este país de 10,5 milhões de habitantes, membro da União Europeia (UE) e da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), cerca de 8,5 milhões de eleitores escolherá o seu quarto Presidente da República desde que a Revolução de Veludo derrubou o regime comunista na Checoslováquia, em 1989.

Leia Também: "Ocidente tem de fazer mais" pela Ucrânia, diz ministro checo

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