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Centenas de pessoas protestam em Joanesburgo contra cortes de energia

Centenas de sul-africanos saíram hoje à rua no centro de Joanesburgo, a capital económica da África do Sul, em protesto contra os cortes de eletricidade constantes no país.

A ação de protesto, organizada pelo maior partido da oposição sul-africana, Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), começou por juntar na manhã de hoje centenas de pessoas na praça Mary Fitzgerald.

Segundo os organizadores, a manifestação da oposição oficial sul-africana contra a crise energética no país tem como destino final a Luthuli House, sede nacional do partido Congresso Nacional Africano (ANC), no poder na África do Sul desde 1994, situada a cerca de 900 metros no centro da capital económica sul-africana.

A oposição sul-africana acusa o ANC Governante, liderado pelo Presidente Cyril Ramaphosa, de "não cumprir a promessa de resolver a crise energética do país".

O Aliança Democrática estima que a adesão à ação de protesto de hoje seja de cerca de 5.000 pessoas, na sua maioria simpatizantes do partido da oposição.

Algumas organizações da sociedade civil aderiram também à ação de protesto de hoje, segundo os organizadores.

A Polícia sul-africana (SAPS, na sigla em inglês) destacou um efetivo substancial de meios, limitando o percurso da ação do protesto, segundo um porta-voz policial, justificando um possível "confronto" com simpatizantes e militantes do partido no poder que governa o país em democracia há quase três décadas.

"Estimamos cerca de 3.000 o número de participantes, que irão para a praça Bayers Naude, não muito longe de Luthuli House, onde irão falar de 'load shedding' [redução de carga] e dos apagões contínuos, temos uma forte presença policial a monitorizar a manifestação e a gerir o trânsito local", indicou o porta-voz da Polícia de Trânsito de Joanesburgo (JMPD, na sigla em inglês) Xolani Filhla.

"Todas as agências policiais da cidade de Joanesburgo e Gauteng foram destacadas, assim como a JMPD", explicou.

Dezenas de militantes da Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANCYL) concentraram-se também hoje desde a primeiras horas da manhã junto da Luthuli House, prometendo "defender a sede nacional do seu partido contra qualquer ameaça".

"Nenhum partido político pode simplesmente acordar e marchar para a sede de outro partido político, se esse fosse o 'modus operandi', não haveria paz neste país", declarou uma porta-voz da ANCYL, Tlangi Mogale, acrescentando que "deveriam manifestar-se junto aos escritórios do governo ou da Eskom".

Os sul-africanos enfrentam diariamente apagões de pelo menos 12 horas, sendo que a situação precária da empresa pública responsável por 90% da produção nacional, a endividada Eskom, está na origem da crise de eletricidade de longo prazo na economia mais desenvolvida do continente africano.

A barragem de Cahora Bassa, em Moçambique, é uma das fornecedoras externas de eletricidade ao país.

Leia Também: Governo sul-africano e empresa Eskom processados por cortes de luz

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