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Ajuda à Ucrânia? "É uma ideia que tem apoio bipartidário", diz Biden

O Presidente norte-americano, Joe Biden, reuniu-se na terça-feira com líderes Democratas na Casa Branca, onde abordou a continuidade do apoio à Ucrânia, num momento em que os Republicanos têm manifestado oposição a esse auxílio.

Ajuda à Ucrânia? "É uma ideia que tem apoio bipartidário", diz Biden
Notícias ao Minuto

06:26 - 25/01/23 por Lusa

Mundo EUA

"Vamos novamente falar sobre continuar o nosso apoio à Ucrânia. É uma ideia que tem apoio bipartidário", avaliou Biden, sem demonstrar preocupação com as declarações de alguns líderes Republicanos, que prometeram impor limites à ajuda a Kiev assim que recuperaram o controlo da Câmara dos Representantes nas eleições intercalares de novembro.

Ainda sobre política externa, Biden disse aos líderes Democratas que o seu Governo "uniu o Ocidente de uma forma que não acontecia há algum tempo, incluindo trazer o Japão e outros países asiáticos comprometidos com o futuro da Ucrânia".

Este encontro de Biden com líderes Democratas do Congresso acontece num momento em que o executivo enfrenta adversidades em várias frentes, como a crise do teto da dívida, a guerra russa na Ucrânia, as suas próprias prioridades partidárias contra uma nova maioria Republicana na Câmara dos Representantes, ou a polémica de documentos confidenciais descobertos na residência privada do Presidente.

Um dos temas que dominou a reunião foi mesmo a economia, com Biden a afirmar que "não deixará que os Republicanos destruam a economia" norte-americana.

"Estou animado, temos um forte grupo de líderes aqui, um novo começo e um novo Congresso. E estou entusiasmado com a liderança que temos no lado Democrata. Fizemos muito nos últimos dois anos e temos muito mais a fazer. E já fizemos algum progresso real na economia, na inflação e em várias outras coisas", começou por dizer o chefe de Estado.

"Também queremos falar sobre os planos económicos extremos Republicanos. Aparentemente, eles estão genuinamente a falar a sério sobre cortar a Seguridade Social, cortar o Medicare [sistema público de seguros de saúde]. (...) Mas não tenho intenção de deixar os Republicanos destruir a nossa economia, nem ninguém nesta mesa, na minha opinião", acrescentou.

Joe Biden aproveitou ainda o encontro para instar o Congresso a aprovar um projeto de lei de proibição armas semiautomáticas após o registo de tiroteios em massa na Califórnia.

"Os nossos corações estão com o povo da Califórnia. Têm sido dias difíceis, muito difíceis. (...) A senadora Dianne Feinstein reintroduziu no Senado [o projeto de lei de] proibição de armas semiautomáticas. E peço a todos que enviem isso para a minha mesa o mais rápido possível. É realmente muito necessário", pediu o chefe de Estado.

O Presidente há muito que pede, em vão, que seja restaurada nos Estados Unidos a proibição de armas semiautomáticas, como aconteceu entre 1994 e 2004, mas tem esbarrado na oposição do Partido Republicano, que surge em defesa do direito constitucional de posse de armas.

Os Estados Unidos voltaram a ser abalados por vários massacres nos últimos dias, que resultaram em, pelo menos, 19 vítimas mortais só no estado da Califórnia.

Entre a noite de sábado e a noite de segunda-feira, a Califórnia registou três tiroteios em massa: 11 pessoas foram mortas após um atirador abrir fogo num estúdio de dança em Monterey Park, perto de Los Angeles; sete pessoas perderam a vida em duas quintas agrícolas na área de Half Moon Bay, perto de San Francisco; e uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas num tiroteio em Oakland.

De acordo com a rede CNN, até ao momento, já foram registados mais tiroteios em massa em 2023 do que em qualquer outro ano, tendo em conta o mesmo período de tempo.

Leia Também: Biden pede ao Congresso mais restrições na compra de armas de fogo

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