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ONU exige ao M23 que se retire das áreas que ocupa na RDCongo

A Organização das Nações Unidas exigiu hoje ao Movimento 23 de Março (M23) que cesse as hostilidades e se retire das áreas que ocupa no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo).

ONU exige ao M23 que se retire das áreas que ocupa na RDCongo
Notícias ao Minuto

18:39 - 09/12/22 por Lusa

Mundo República Democrática do Congo

O M23 já anunciou que aceita cessar as hostilidades e retirar-se das áreas que ocupa se lhe for permitido entabular negociações de paz diretas com Kinshasa, que as rejeita na fórmula exigida pelos rebeldes.

A exigência da ONU foi feita pelo representante especial das Nações Unidas para o país, Bintou Keita, durante uma reunião no Conselho de Segurança, onde todos os Estados-membros manifestaram a sua preocupação com a situação naquela zona do nordeste da RDCongo.

Keita manifestou-se esperançado nos resultados da cimeira realizada em Angola em 23 de novembro para reduzir as graves tensões diplomáticas entre a RDCongo e o Ruanda, país que Kinshasa acusa de apoiar os rebeldes.

Kigali nega esse apoio, apesar de um relatório de um especialista da ONU, a que a imprensa teve acesso em agosto, confirmar essa ligação.

Na cimeira de Luanda, o Presidente da RDCongo, Felix Tshisekedi, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Vincent Biruta - em representação do Presidente Paul Kagame -, exigiram a cessação das hostilidades do M23 a partir de 25 de novembro e a sua retirada dos territórios sob seu controlo.

Para a ONU, este deve ser o primeiro passo, insistiu Keita, que alertou que a situação de segurança no nordeste da RDCongo piorou "drasticamente" nas últimas semanas, depois de o M23 retomar as suas operações de combate em outubro.

O diplomata referiu-se, entre outras coisas, às supostas atrocidades cometidas pelos rebeldes no final de novembro em duas aldeias da região, onde pelo menos 131 civis - incluindo 12 crianças - foram mortos num alegado ataque de retaliação, segundo uma investigação preliminar da ONU.

"Os responsáveis por estas e outras atrocidades contra a população civil devem ser processados nacional ou internacionalmente", defendeu Keita, que também alertou para a a crise humanitária que continua a agravar-se como resultado da ofensiva do M23.

O leste da RDCongo está mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo Exército há mais de duas décadas, apesar da presença de uma grande missão de paz das Nações Unidas (Monusco), e nos últimos meses houve vários protestos a exigir a saída dos 'capacetes azuis' do país, semelhantes aos de outros países africanos com missões da ONU.

Leia Também: UE condena massacre de civis na República Democrática do Congo

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