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Estratégia contra infraestruturas críticas "mitigada" por falta de meios

Russos têm atacado as estruturas energéticas russas e causado apagões por toda a Ucrânia.

Estratégia contra infraestruturas críticas "mitigada" por falta de meios

No seu habitual relatório matinal, os serviços secretos do Reino Unido acusam os russos de promover uma campanha focada no ataque a infraestruturas energéticas, com o objetivo de "desmoralizar a população".

Para o Ministério da Defesa britânico, os ataques a estruturas elétricas que se iniciaram em outubro, e que continuam a deixar milhões de pessoas sem luz ou aquecimento, fazem parte de um conceito militar "adotado estes anos", no qual os russos usam "mísseis de longo alcance" para atacar civis, em vez de militares, e assim "forçar os líderes inimigos a capitular"

No entanto, como explica esta manhã o Reino Unido, a estratégia, que tem marcado os últimos dois meses de guerra e tem causado "sofrimento humanitário generalizado pela Ucrânia, pode sair gorada, já que "a eficácia da estratégia provavelmente foi mitigada porque a Rússia já dispensou uma grande quantidade dos seus mísseis contra alvos táticos".

"Além disso, com a mobilização bem sucedida da Ucrânia durante nove meses, o efeito material e psicológico desta estratégica será provavelmente menos intenso do que no período inicial da guerra", concluem os britânicos.

Na noite de quarta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky contou que cerca de seis milhões de ucranianos continuam sem luz e eletricidade, e as forças ucranianas temem mais ataques a redes elétricas, o que complicará um inverno já difícil e muito frio para muitas pessoas.

O conflito na Ucrânia já fez quase 6.600 mortos civis, segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. No entanto, a entidade adverte que o real número de mortos poderá ser muito superior, devido às dificuldades em contabilizar os mortos em zonas sitiadas ou ocupadas pelos russos, como em Mariupol, por exemplo, onde se estima que tenham morrido milhares de pessoas.

Leia Também: "O que agora fazem contra a Ucrânia é uma tentativa de vingança"

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