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Venezuela tem cerca de 29.000 milhões de euros bloqueados fora do país

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou hoje que o país tem entre 24.000 e 30.000 milhões de dólares (cerca de 23.000 e 29.000 milhões de euros) bloqueados no estrangeiro, devido às sanções económicas internacionais.

Venezuela tem cerca de 29.000 milhões de euros bloqueados fora do país

Este dinheiro encontra-se "congelado, bloqueado, sequestrado", realçou o chefe de Estado Venezuela numa conferência de imprensa com órgãos de comunicação nacionais e internacionais, que decorreu no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

Nicolás Maduro adiantou que tem um plano "detalhado" para repatriar todo este dinheiro, que começou com o acordo assinado no sábado no México com a oposição para descongelar cerca de 3.000 milhões de dólares (cerca de 2.900 milhões de euros) destinados ao aumento no investimento social.

"Estamos a recuperar 3.000 milhões de dólares de um valor superior a 24.000 milhões de dólares ou mais. Já fizemos o plano para os 24.000 milhões de dólares, este está elaborado detalhadamente para investi-lo nas necessidades do nosso povo", explicou o Presidente.

Os bens recuperados serão administrados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que criará um fundo comum para canalizar a ajuda humanitária à Venezuela.

O fundo também pode receber financiamento de doadores e o objetivo será distribuí-lo pelas agências da ONU, para que canalizem a ajuda necessária "para fins humanitários", segundo adiantou a organização internacional.

O Governo e a oposição da Venezuela assinaram no sábado, no México, um segundo acordo parcial em matéria de proteção social, nos termos das negociações reatadas entre as duas partes.

O acordo, que visa desbloquear recursos que a Venezuela tem congelados no estrangeiro para poder ajudar as populações mais vulneráveis, determina que Governo e oposição terão de cooperar ao nível de despesas humanitárias, como o pagamento de projetos de assistência médica ou a reparação de redes elétricas.

Suspensas por mais de um ano, as negociações entre Governo e oposição venezuelanos foram reatadas após a intervenção da Colômbia e dos Estados Unidos.

O Governo venezuelano tinha suspendido as negociações em protesto pela extradição do empresário colombiano Alex Saab, alegado testa de ferro do Maduro, para os Estados Unidos, onde está acusado do crime de organização criminosa para lavagem de dinheiro.

Leia Também: EUA negam participação na morte do líder do grupo Estado Islâmico

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