Meteorologia

  • 29 JANEIRO 2023
Tempo
10º
MIN 4º MÁX 12º

Explosão em escola corânica no Afeganistão provoca pelo menos 15 mortos

Uma explosão numa escola corânica no nordeste do Afeganistão provocou hoje pelo menos 15 mortos e 24 feridos, embora o número de vítimas possa ainda aumentar, indicou hoje um porta-voz do Ministério do Interior afegão.

Explosão em escola corânica no Afeganistão provoca pelo menos 15 mortos

O número de vítimas do aparente atentado, segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP), é de 16 mortes e 24 feridos, enquanto a espanhola EFE aponta para 15 mortes e 28 feridos e a norte-americana Associated Press (AP) dá conta de 10 mortes, sem adiantar o total de feridos.

O porta-voz do Ministério do Interior afegão, Abdul Nafi Takor, adiantou que a explosão ocorreu durante a tradicional oração pouco depois das 12:00 locais (08:00 em Lisboa) numa escola corânica em Aybak, capital da província de Samangan (norte).

Takor adiantou que a maioria das vítimas são estudantes, embora a explosão também tenha provocado a morte de outros civis.

Citado pela EFE, o diretor dos serviços de Informação de Samangan, Abdullah Muhajir, frisou que o número de vítimas é ainda provisório e que pode vir a aumentar.

Fotografias e vídeos publicados nas redes sociais, ainda sem autenticação, mostram combatentes talibãs perto de corpos espalhados no chão de um prédio cobertos por vestígios de sangue.

Também se podem observar tapetes de oração, cacos de vidro e outros detritos numa sala de orações.

Até ao momento, ninguém reivindicou a responsabilidade pela explosão, que terá sido um atentado terrorista.

Autoridades locais, porém, lembraram à AP que a afiliada afegã do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) tem vindo a travar uma campanha de violência, que aumentou desde que o regime talibã assumiu o poder, em agosto de 2021.

O EI tem efetuado bombardeamentos que visam em particular a minoria muçulmana xiita do Afeganistão, mas também já alvejou mesquitas e madraças sunitas, sobretudo as associadas aos talibãs.

Quer o EI quer os talibãs defendem uma ideologia religiosa de "linha dura", representando tendências rivais, com os atentados a sucederem-se nos últimos meses.

A 23 de setembro, pelo menos sete pessoas morreram na explosão de um carro armadilhado perto de uma mesquita em Cabul frequentada por altos funcionários e combatentes dos talibãs.

A 30 de setembro, pelo menos 53 pessoas morreram, incluindo 46 meninas e mulheres jovens, e 110 ficaram feridas, num ataque suicida contra um centro educacional localizado num bairro da discriminada minoria xiita hazara em Cabul, cujas autoridades responsabilizam o EI, grupo que nunca comentou a acusação.

Depois, a 05 de outubro, pelo menos quatro pessoas morreram em Cabul numa explosão numa mesquita associado ao Ministério do Interior, que as autoridades atribuirão igualmente ao EI, que continuou em silêncio.

Os talibãs, por sua vez, têm liderado operações em vários pontos do país na tentativa de desmantelar os grupos e movimentos 'jihadistas' e concretizar as promessas de segurança que fizeram durante a guerra, antes de chegarem ao governo.

Nessa altura, garantiram que as áreas sob seu controlo iriam ficar livres do perigo do terrorismo e do crime.

[Notícia atualizada às 13h23]

Leia Também: ONU classifica como "abomináveis" chicotadas públicas no Afeganistão

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Sétimo ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download

;
Campo obrigatório