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Irão. França aprova resolução para condenar repressão dos protestos

A Assembleia Nacional de França aprovou hoje por unanimidade uma resolução que condena a repressão das autoridades iranianas aos protestos que assolam o país desde a morte da jovem Mahsa Amini, adiantou a Europa Press.

Irão. França aprova resolução para condenar repressão dos protestos
Notícias ao Minuto

21:12 - 28/11/22 por Lusa

Mundo Irão

"Esta resolução pretende mostrar o apoio da Assembleia Nacional à luta das mulheres e homens do Irão que legitimamente aspiram a que respeitem os seus direitos e liberdades fundamentais, face à repressão orquestrada por um Estado teocrático", lê-se na resolução citada pela agência de notícias espanhola.

A resolução da Assembleia Nacional defende que França, enquanto país que tem como lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" tem que "transmitir uma mensagem de solidariedade e fraternidade ao povo iraniano".

O parlamento francês escreve que o "uso excessivo da força por parte do regime iraniano contra a sua própria população" é acompanhado de "uma injustificável violação da liberdade de expressão", o que resulta num "controlo férreo e fecho da Internet e das redes sociais".

A resolução tem como objetivo apelar às autoridades iranianas para que respeitem as suas obrigações internacionais no âmbito dos protestos, dos quais já resultaram mais de 480 mortos, de acordo com o último balanço facultado pela organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights (IHR).

Antes da votação, a ministra dos Negócios Estrangeiros francesa, Catherine Colonna, voltou a pedir a libertação dos sete cidadãos franceses retidos no Irão, tal como fizera a 12 de novembro, quando foi conhecida a detenção de dois outros cidadãos gauleses.

Mais de 20 cidadãos de países ocidentais, na sua maioria com dupla nacionalidade, estão detidos no Irão, o que as ONG internacionais condenam como uma política de reféns para obter concessões.

Os protestos no Irão, agora no terceiro mês e desencadeados pela morte em setembro de uma jovem iraniana curda, têm enfrentado uma violenta repressão por parte das forças de segurança do regime de Teerão, que têm usado munições reais, balas de borracha e gás lacrimogéneo para travar as manifestações.

Esta vaga de protestos foi desencadeada pela morte de Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia da chamada polícia da moral em Teerão, por ter alegadamente violado o rígido código de vestuário imposto às mulheres na República Islâmica.

De acordo com o observatório de defesa dos direitos humanos HRANA, pelo menos 451 pessoas já foram mortas, incluindo 63 menores, e outras 18.173 foram detidas.

Apesar da repressão, as manifestações prosseguem em várias cidades do Irão.

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas votou, na semana passada, a favor da criação de uma missão para investigar a repressão violenta dos protestos.

O Irão já disse que não cooperará com nenhuma missão de investigação da ONU, em declarações feitas hoje pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Nasser Kanaani.

Leia Também: Irão. Sobrinha do guia supremo pede ao mundo para cortar laços com Teerão

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