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Irão. Sobrinha do guia supremo pede ao mundo para cortar laços com Teerão

A sobrinha do 'ayatollah' Ali Khamenei, guia supremo do Irão, lançou um apelo para que as pessoas pressionem os governos internacionais a cortar os laços com Teerão, depois da violenta repressão de protestos antigovernamentais, avançaram hoje às agências internacionais.

Irão. Sobrinha do guia supremo pede ao mundo para cortar laços com Teerão
Notícias ao Minuto

15:32 - 28/11/22 por Lusa

Mundo Irão

Num vídeo publicado 'online' pelo seu irmão, que vive em França, Farideh Moradkhani, que está detida desde quarta-feira, exortou as "pessoas conscientes do mundo" a apoiarem os manifestantes iranianos.

O vídeo foi partilhado esta semana, dias depois da divulgação da detenção de Farideh Moradkhani, engenheira e ativista de longa data cujo pai, que já morreu e foi casado com a irmã do Khamenei, era uma figura proeminente da oposição iraniana.

"Peço ao povo consciente do mundo que nos apoie e peça aos seus governos que não reajam com palavras e 'slogans' vazios, mas com ação real e parem com quaisquer relações com este regime", pediu a ativista na declaração em vídeo, citada pela agência Associated Press (AP).

Os laços familiares ao 'ayatollah' Ali Khamenei não têm impedido Farideh Moradkhani de expressar a sua opinião.

O ramo da família a que pertence opõe-se a Khamenei há décadas e Moradkhani já foi detida em outras ocasiões pelo seu ativismo.

É a segunda vez, desde o início de 2022, que é detida.

Os protestos no Irão, agora no terceiro mês e desencadeados pela morte em setembro de uma jovem iraniana curda, têm enfrentado uma violenta repressão por parte das forças de segurança do regime de Teerão, que têm usado munições reais, balas de borracha e gás lacrimogéneo para travar as manifestações.

Esta vaga de protestos foi desencadeada pela morte de Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia da chamada polícia da moral em Teerão, por ter alegadamente violado o rígido código de vestuário imposto às mulheres na República Islâmica.

Pelo menos 451 pessoas já foram mortas, incluindo 63 menores, e outras 18.173 foram detidas, de acordo com o observatório de defesa dos direitos humanos HRANA.

Apesar da repressão, as manifestações prosseguem em várias cidades do Irão.

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas votou, na semana passada, a favor da criação de uma missão para investigar a repressão violenta dos protestos.

O Irão já disse que não cooperará com nenhuma missão de investigação da ONU, em declarações feitas hoje pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Nasser Kanaani.

Leia Também: Mais de 700 detidos libertados no Irão após vitória sobre Gales

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