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M23 pede "diálogo direto" com o Governo da RDCongo

Os rebeldes do M23 pediram hoje a Kinshasa que mantenha "diálogo direto" para "restaurar a paz", apenas uma hora antes do ultimato que a República Democrática do Congo (RDCongo) e outros atores estabeleceram quarta-feira para o fim dos combates.

M23 pede "diálogo direto" com o Governo da RDCongo
Notícias ao Minuto

17:06 - 25/11/22 por Lusa

Mundo M23

"O M23 [Movimento 23 de Março] pede uma reunião para tratar das nossas preocupações e assim restabelecer uma paz duradoura no nosso país", afirmou em comunicado um dos porta-vozes do grupo rebelde, Bertrand Bisimbwa.

O dirigente rebelde acrescentou que o M23 "aceita o cessar-fogo recomendado pelos chefes de Estado", mas "no entanto, também solicita ao Governo" da RDCongo que "respeite este cessar-fogo" porque "caso contrário, reserva-se o pleno direito de se defender".

Depois de quase dois dias sem declarações públicas, o M23 respondeu assim à cimeira realizada na quarta-feira, em Angola, pelo Presidente da RDCongo, Félix Tshisekedi, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ruandês, Vincent Viruta, em representação do Presidente Paul Kagame.

Participaram ainda na reunião o anfitrião e Presidente de Angola, João Lourenço, homólogo do Burundi, Évariste Ndayishimiye, e o ex-presidente queniano Uhuru Kenyatta.

Todos concordaram que, se os rebeldes não se retirarem das suas posições e anunciarem o fim das hostilidades hoje às 18h00 locais (17h00 TMG), os líderes africanos autorizarão a "intervenção" de uma nova força regional da Comunidade da África Oriental (EAC, na sigla em inglês) contra o M23.

O porta-voz do M23 não mencionou se os rebeldes abandonarão as cidades e territórios que controlam desde março passado, incluindo a estratégica cidade de Bunagana, um importante centro de trânsito de camiões na fronteira RDCongo-Uganda.

Horas antes da entrada em vigor do cessar-fogo, fontes civis e militares reportaram a continuação de combates no leste da RDCongo.

De acordo com fontes civis e militares contactadas por telefone, estes confrontos, a cerca de 70 quilómetros a norte da cidade de Goma, opõem as milícias do M23 às milícias hutu do agrupamento (entidade administrativa) de Bambo, a oeste do Parque Nacional da Virunga.

"Ouvem-se armas pesadas, a população está em pânico", disse um líder da sociedade civil local.

Uma fonte de segurança confirmou que os confrontos, com palco em Bambo, foram entre o M23 e as Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR), rebeldes hutus ruandeses que estão presentes na RDCongo desde o genocídio de tutsis no Ruanda, em 1994.

O M23, uma antiga rebelião de tutsis, voltou a pegar em armas no final do ano passado e foi considerado desde o início, por Kinshasa, como sendo apoiado ativamente pelo Ruanda, que o nega de forma reiterada. 

Os rebeldes passaram a controlar, recentemente, grandes extensões de território a norte de Goma, na RDCongo, tendo também garantido uma significativa quantidade de armamento.

Leia Também: Poucas horas antes de cessar-fogo, combates continuam na RDCongo

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